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Várzea das Moças

| Região Leste | 22 de outubro de 2007

A região denominada Várzea das Moças, nome mais poético entre os bairros da cidade, tem sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de 6 moças.

A principal atividade era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões. O grão chegava “in natura”, era seco e ensacado no local e daí enviado aos centros urbanos, sendo distribuído pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do Estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60.

Como em todo o Estado, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo a mesma transformado-se na Cerâmica Rio do Ouro (CROL), que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas.

A sede da fazenda encontra-se no lado de São Gonçalo, onde fica o parque fabril da Cerâmica, estando sua loja de vendas do lado de Niterói.

Pela divisão de bairros realizada em 1986, estas instalações ficaram no Rio do Ouro mas, face a sua importância para o local, a incluímos em Várzea das Moças. A paisagem era, portanto, rural, característica esta que, de certa forma, mantêm-se até os nossos dias, apesar do bairro encontrar-se inserido no perímetro urbano do município. As tropas de animais eram freqüentes no transporte de cargas e de pessoas; e o deslocamento para o Centro de Niterói realizado esporadicamente, o que dava ao bairro certo caráter de auto-suficiência em relação ao centro urbano da época.

Segundo os dados do Censo Demográfico do IBGE de 1991, a população residente do bairro de Várzea das Moças representa cerca de 0,34% da população de Niterói.

CARACTERÍSTICAS URBANAS E TENDÊNCIAS:

Além da cerâmica citada anteriormente, o bairro apresenta mais três indústrias de porte: Cerâmica Itaipu Ltda. (ITACOR); uma fábrica de tintas e uma fábrica de móveis.

O comércio é pouco diversificado, restringindo-se ao núcleo central do bairro.

Localiza-se em Várzea das Moças duas entidades filantrópicas: Resgate – Reabilitação de Toxicômanos e o Lar Batista – orfanato e asilo de idosos.

Como em toda a região encontramos muitos sítios, alguns apenas para lazer, outros com alguma produção agrícola (frutas cítricas, caquis, abacate, cana, hortaliças, tubérculos etc.), sendo também que já foi expressivo no bairro o fabrico de esteiras, cipós, chapéus e jacás.

Um problema contido com a instalação da CROL foi o desmatamento que ocorria na região. Algumas madeiras nobres eram encontradas: cedro, vinhático, canelas, ipê etc.

As principais reclamações dos moradores são quanto ao transporte, segurança e telefones públicos. Na tentativa de solucionar alguns destes problemas, foi fundada em 1989 a associação de moradores do bairro.

Na antiga sede da fazenda existe uma capela que está desativada, onde, até recentemente, missas, casamentos e batizados eram realizados, pelo padre da diocese do Rio de Ouro.

Quanto aos equipamentos públicos relacionados à educação, são encontrados em Várzea das Moças quatro escolas, sendo que três estaduais e uma municipal, que atendem ao 1º grau.

O bairro é medianamente servido de infra-estrutura básica, porém, sem instalação ligada à rede geral e com coleta de lixo que não alcança toda sua extensão.

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