Ititioca

Ititioca limita-se com os vizinhos bairros do Caramujo, Sapê, Largo ha, Viradouro, Santa Rosa, Cubango e Viçoso Jardim.

Apresenta-se com relevo bastante acidentado, o que motivou a existência de muitas curvas fechadas e descidas ou subidas na única via pavimentada que corta o bairro. As ruas secundárias, de traçado também irregular, muitas delas sem saída, configuram uma ocupação mais espontânea do que planejada. Salvo raros trechos, o conjunto do bairro possui fisionomia de urbanização periférica com frequente ocorrência de auto-construção.

Até meados do século, não havia vias de circulação no bairro. Consequentemente, o crescimento demográfico era pequeno.

Consta que nos anos 50, pela partilha de três sítios existentes no local, teria se originado este bairro, cuja denominação se deveria à pré-existência de uma oca indígena, cujos vestígios teriam existido até aquela década.

Iniciado o processo de partilha, sucedido pela fase dos loteamentos de periferia, o bairro começou a receber fluxos significativos de novos moradores, principalmente de nordestinos, a exemplo do que ocorreu também em outras áreas da região.

Em decorrência de sua topografia e do seu processo de ocupação, o bairro não tem homogeneidade interna. Ao contrário, a diversidade estabelecida permite identificar pelo menos as seguintes localidades: Ititioca, Poço Largo, Capim Melado, Atalaia, Morro do Bumba, Morro da Vitória e parte do Morro do Céu.

Mesmo dentro desses sub-bairros ainda existem trechos que recebem denominações locais como por exemplo, o Morro do Vai-Quem-Quer, que se confunde com o Morro da Vitória.

Todas estas localidades foram ocupadas, predominantemente, por segmentos de baixa renda, o que torna Ititioca um dos bairros mais pobres de Niterói.

Do ponto de vista dos equipamentos sociais, destaca-se um Posto de Saúde da Prefeitura, um orfanato e um Centro Social ligados à Arquidiocese de Niterói e apoiados por ONG’s alemãs. Dentre estes órgãos, o Posto de Saúde desempenhou importante papel potencializador na organização social da comunidade. A partir da prática de reflexões sobre o cotidiano numa espécie de “sala de espera”, surgiu a Associação de Moradores de Ititioca, uma das pioneiras em todo o Município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O comércio de Ititioca é incipiente, caracterizando-se por possuir apenas algumas mercearias e “biroscas”, sobretudo na área próxima ao ponto final da linha 44. Ao longo das estradas que cortam o bairro existem algumas oficinas mecânicas e borracheiros. Em geral a população utiliza o comércio do Largo da Batalha e do Centro.

A questão do transporte ainda hoje é problemática em Ititioca, assim como em quase toda a Região de Pendotiba. Embora há algum tempo atrás três empresas operavam no local, hoje apenas uma presta este serviço, não atendendo à totalidade do bairro.

Na parte da educação destaca-se o fato de existir apenas a Escola Estadual Vila Costa Monteiro, que atende da 1ª à 4ª série do 1º grau e que, atualmente, atua de forma deficiente por falta de professores, não correspondendo à demanda do bairro. Uma escola particular, do maternal à 4ª série, também funciona no local. Há também uma creche coordenada pelas Irmãs Missionárias do Coração de Maria, que atende a cerca de 100 crianças, filhos de mães trabalhadoras.

Em relação aos demais equipamentos públicos, existe um posto de saúde que atende, além de Ititioca, uma população proveniente dos bairros de Viçoso Jardim, Largo da Batalha e Caramujo. Atualmente esta unidade de saúde atende 8.233 moradores cadastrados, sendo 75% provenientes de Ititioca.

Nos anos recentes, em função da expansão da cidade em direção à Pendotiba e à Região Oceânica, e também em decorrência da pavimentação da estrada que liga o Largo da Batalha ao Cubango, Ititioca vem experimentando uma elevação no preço das terras ao longo desta rodovia, com expulsão dos mais pobres e a sua substituição por moradores de nível de renda mais elevado.

As perspectivas de crescimento não são muito grandes, principalmente porque o bairro não apresenta atrativos maiores para a classe média. Os condomínios fechados ainda não se difundiram em Ititioca.

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Badu

O bairro do Badu limita-se com Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Cantagalo e Largo da Batalha. O Badu tem a estrada Caetano Monteiro como principal via de acesso para o Largo da Batalha e para a Rodovia Amaral Peixoto.

Em princípio, a ocupação se fez sob a forma de posses e loteamentos clandestinos que geralmente absorviam a parcela mais pobre da população. O crescimento populacional atingiu o seu ponto máximo entre as décadas de 70 e 80, coincidindo com o período de construção e inauguração da Ponte Presidente Costa e Silva e de crescimento do setor da construção civil na cidade, abrindo novas perspectivas no mercado de trabalho – abastecido principalmente por migrantes do Norte do Estado do Rio e do Nordeste do país.

Compreendendo as localidades de Mato Grosso, Vacaria e Fazendinha, o bairro teve sua ocupação inicialmente junto à estrada Caetano Monteiro, tendo aí se localizado as primeiras casas, bem como o comércio principal.

Em função da ocupação efetiva desta área, passou a existir maior procura pelas áreas mais internas, onde coexistem casas de médio e alto padrão construtivo, em condomínios fechados ou não, e casas de baixo padrão construtivo, havendo concentração destas principalmente em áreas de encostas.

Destaca-se que apenas a estrada Caetano Monteiro é pavimentada, estando as demais vias desprovidas de qualquer melhoria, o que contribui para inúmeros problemas que vão desde as dificuldades de acesso às casas até a contaminação do lençol freático pela inexistência da rede geral de esgoto.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

As principais atividades comerciais e de serviços concentram-se ao longo da estrada Caetano Monteiro. Embora conte com uma agência bancária, mercearias, padarias, lojas de materiais de construção e outros – o comércio local não é suficiente para as necessidades do bairro. Isto justifica a procura da população pelo comércio e serviços localizados no Largo da Batalha e Centro de Niterói.

Nota-se ainda a existência, em número considerável, de pequenas mercearias e “biroscas” nas ruas internas do bairro.

Com relação aos equipamentos públicos, o Badu conta um estabelecimento de ensino de 2º grau, a Escola Estadual Paulo Assis Ribeiro, e dois destinados ao ensino de 1º grau ¾ o CIEP Emiliano Di Cavalcanti e Escola Municipal Vera Lúcia Machado. Destaca-se ainda a Sociedade Pestalozzi, onde funciona a Faculdade Helena Antipoff, com cursos na área biomédica (Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Fisioterapia); e que também presta atendimento à população.

Os serviços de transporte coletivo no bairro se limitam às linhas que circulam pela estrada Caetano Monteiro com destino aos demais bairros das regiões de Pendotiba e Leste. As vias secundárias não são atendidas por estes serviços, obrigando os moradores a deslocarem-se a pé até a via principal.

Um dos principais problemas do bairro diz respeito a ausência da rede geral de água e esgoto, o que obriga a população a recorrer ao uso de poços d’água e carros-pipa, obrigando também ao uso de fossas rudimentares, valas como escoadouro do esgoto sanitário, incorrendo em implicações para a saúde da população, principalmente pela contaminação do lençol freático.

A inexistência de pavimentação na maior parte das ruas contribui para a dificuldade de acesso tanto dos moradores quanto de serviços, tais como a coleta de lixo, em que parte é depositado em locais inadequados e parte é queimada, sendo essas alternativas prejudiciais tanto ao meio ambiente quanto à população.

Tendo em vista que há extensas áreas ainda disponíveis no bairro, que já conta com vários condomínios fechados, é de se esperar que o Badu venha a crescer bastante nos próximos anos, apesar da insuficiência de infra-estrutura básica, que pode atuar como elemento inibidor do processo de urbanização.

A disponibilidade de um razoável equipamento social na área, a começar pelos estabelecimentos de ensino já mencionados, apontam para potencialidades de expansão.

Ao longo da estrada Caetano Monteiro têm-se multiplicado nos últimos anos, bares, restaurantes e casas noturnas que, juntamente com as de Vila Progresso e Matapaca, têm animado as atividades de lazer dos moradores do Badu e adjacências.

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Cantagalo

Do ponto de vista da localização, o bairro do Cantagalo possui uma posição geográfica de transição entre o interior maciço costeiro e a baixada litorânea.

A sua base territorial é marcada pela presença de morros, que se alternam no espaço com vales aplainados pelo processo de erosão. A ocupação se deu de forma predominantemente espontânea, principalmente nas ladeiras com graus de declividades variados.

Atualmente a ocupação desordenada e de arruamento irregular, já atinge até o alto do morro de igual denominação.

Devido às diversidades no modelado do terreno, o padrão de ocupação não é homogêneo. Mas há pelo menos cinco áreas com certa identidade individualizada: Sítio do Pau Ferro I, Sítio do Pau Ferro II, Monan Pequeno, Monan Grande e Jardim Boa Esperança.

Os primeiros assentamentos ocorreram nas décadas de 50 e 60. Atraídos pela expansão do emprego na construção civil, no Centro e Zona Sul de Niterói, chegaram os nordestinos. Atualmente pode-se avaliar que aproximadamente 80% da população tenham esta descendência, sendo que além de trabalharem na construção civil, há também muitos que se dedicam à prestação de serviços: faxineiros, zeladores, lavadeiras, jardineiros e empregados domésticos, além de outros que estão no setor informal. Os locais de trabalho são diversos, mas uma boa parte trabalha ou na Região Oceânica ou na Região de Pendotiba, para onde alguns se deslocam comumente de bicicleta.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O bairro apresenta problemas como o da falta d’água e a precariedade do funcionamento dos transportes coletivos. Apenas a linha 37-A atende exclusivamente ao local. Esses dois problemas e a ameaça de despejo de algumas famílias de posseiros fizeram surgir a Associação dos Moradores e Amigos do Cantagalo, criada em 1980 e registrada em 1983 na FAMNIT.

O comércio local é pequeno e pouco diversificado, notando-se a forte presença de “biroscas”, fazendo com que a população de Cantagalo se desloque para o Largo da Batalha ou Piratininga em busca de comércio mais expressivo. Esse deslocamento acontece também com a população estudantil, pois as escolas situadas no bairro só oferecem o primeiro segmento do 1º grau, ou seja, até a 4ª série.

Quanto aos equipamentos públicos de saúde, o bairro conta com o módulo do Médico de Família e uma Unidade Municipal de Saúde. Está presente no bairro o Cemitério Parque da Colina.

As franjas externas do bairro, sobretudo na porção voltada para a Região Oceânica, apresentam outras características, como a evidência de ocupação por moradias da classe média. Do ponto de vista das tendências, suas áreas disponíveis apontam para uma ocupação de caráter residencial.

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Largo da Batalha

O Largo da Batalha, porta de entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro.

O nome do bairro, segundo depoimentos, sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica. Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo um canhão (Vacaria / Badu) que, posteriormente (anos 40) foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses invasores da Baía de Guanabara. Uma terceira versão atribui o nome do bairro a grandes “batalhas” de folia, resultantes do encontro de diversos blocos carnavalescos. O Largo da Batalha sedia atualmente três escolas de samba, fato que reforça esta hipótese.

Por sua posição geográfica, entroncamento natural de vários caminhos, o Largo da Batalha era passagem obrigatória para o escoamento da produção agrícola das fazenda do Engenho do Mato, de Piratininga e outras, passando pela antiga estrada da Garganta até chegar ao Centro – onde finalmente era distribuída.

Atualmente, a população concentra-se nas localidades de Igrejinha, parte do Morro do Atalaia, Morro do Caranguejo, parte do Monan Grande, na Pedra Branca e Castelinho, que reunidas formam o Largo da Batalha. Nestas áreas, as residências apresentam padrão construtivo oscilando entre baixo e precário (PMN/SUMA) e que, muitas vezes, se apresentam numa disposição de aglomeração, o que traduz o nível sócio-econômico que predomina entre os moradores do bairro. Entretanto, coexistem alguns condomínios de classe média e várias casas de alto padrão construtivo.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O Largo da Batalha possui um intenso fluxo rodoviário, visto que o bairro funciona como ponto de interligação entre diversas localidades do município. Como conseqüência desse intenso movimento, desenvolveu-se no local um comércio ativo e variado: supermercados, lojas de automóveis, bares e lanchonetes, peixarias, lojas de móveis, de roupas, padarias e farmácia, entre outros, além da presença de agência bancária. Essa atividade comercial não só supre as necessidades específicas dos seus moradores, como também dos bairros vizinhos.

Por se tratar de um forte centro comercial, o Largo de Batalha tende a atrair e concentrar ainda mais estabelecimentos, intensificando e especializando o seu comércio, com tendência a se transformar num bairro predominantemente comercial.

Quanto à atividade industrial, esta faz-se representar, principalmente, por serralherias e por uma serraria de dimensões significativas. Há de assinalar, também, no bairro, a existência de uma pequenas hortas.

Quanto aos equipamentos públicos, há uma policlínica que funciona dia e noite, com características de Pronto Socorro, para atender à crescente população das Regiões de Pendotiba e Oceânica. Encontramos dentro dos seus limites uma escola da rede estadual, Leopoldo Fróes, que não possuindo condições de atender à demanda existente. Encontramos também uma sub-estação da CERJ.

Em relação ao transporte coletivo, a maioria dos ônibus que se dirige à Pendotiba e Região Oceânica passa pelo bairro, porém a linha 37 (Largo da Batalha – Centro) se destina especificamente ao bairro. Outro ítem relacionado ao transporte coletivo, diz respeito ao aumento da demanda nos finais de semana do verão, quando os ônibus geralmente trafegam lotados por banhistas, usuários das praias oceânicas, provenientes de outros bairros e até mesmo de outros municípios.

Os principais problemas ambientais decorrem do acúmulo de lixo, que se processa em diversos pontos do bairro, e da emissão de esgoto, que em grande número de casos, é direcionado aos córregos próximos, impossibilitando o uso de suas águas e poluindo os mananciais hídricos subterrâneos, os quais possuem uma certa importância não só para o bairro, mas também para a área subjacente.

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Maceió

Localizado entre a zona de ocupação mais antiga e a Região Oceânica, Maceió possui pequena base territorial e tem como vizinhos os bairros de Cachoeiras, Cafubá, Cantagalo e Largo da Batalha.

Sua ocupação é antiga, embora de registros incertos. Sabe-se que toda essa área pertenceu a uma grande fazenda denominada Fazenda Piratininga, de contornos imprecisos, o que favoreceu ao surgimento do fenômeno da grilagem de terras no decorrer deste século.Os primeiros ocupantes foram perdendo sua condição de produtores livres e gradativamente assentando-se em áreas disponíveis.

Até as primeiras décadas deste século a atividade econômica predominante era a agricultura de subsistência e a produção de carvão. Tendo em vista que a grande maioria dos pequenos produtores não possuía meios de transportes para escoar a produção, o intermediário, proprietário de um caminhão ou equivalente, percorria os sítios nos quais recolhia o excedente comercializável e deixava outros produtos de caráter mais urbano. Tal agente era também comerciante estabelecido no centro da região, provavelmente no Largo da Batalha de hoje.

Nesse processo estabelecia-se uma troca desigual, no qual para pagamento das dívidas, muitos agricultores entregavam suas posses, gerando áreas de terras griladas.

Observações empíricas em tempos atuais (1995) expressam a sobrevivência ainda de atividades rurais como testemunho dos primórdios da ocupação. Há criatórios de gado bovino, hortas e reservas florestais.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O atual uso do solo do Maceió se caracteriza pela complexidade. Coexistem espacialmente áreas com características rurais bem marcadas e áreas tipicamente urbanas, a começar pela área central do bairro. Ocorre que outros núcleos foram sendo estruturados como, por exemplo, às margens da estrada Velha de Itaipu, onde vários condomínios fechados de alto padrão construtivo têm aparecido nos últimos 15 ou 20 anos.

Há claras diferenças entre lugares como o Morro de Santo Inácio e o núcleo principal do bairro, marcados por padrões construtivos precário e baixo, respectivamente, com grande carência de serviços urbanos básicos em relação aos condomínios de classe média da localidade denominada paineiras.

A inexistência de água encanada ligada à rede geral de abastecimento leva os moradores a recorrerem ao poço; e a ausência do esgotamento sanitário, ao recurso da fossa rudimentar ou em alguns casos à séptica, quando não ao escoamento a céu aberto, in natura. É freqüente a contaminação da água dos poços pela proximidade das fossas, responsável por reincidências quase permanentes de certas doenças.

Uma curiosidade no que concerne ao abastecimento de água, refere-se à captação das águas pluviais mediante canalização nos beirais dos telhados, prática muito comum no Agreste e Sertão Nordestino de onde procede parte dos moradores antigos da área.

O comércio no bairro é pouco expressivo e a população recorre quase que integralmente ao Largo da Batalha, que se localiza próximo e que desempenha desde muitos anos uma função de centralidade urbana e de polarização em relação dos bairros vizinhos.

No bairro encontram-se ainda uma serralheria, oficinas mecânicas, fábrica de artefatos de gesso e bares.

Registra-se também uma creche instituída inicialmente como creche comunitária, com o trabalho voluntário de moradores e que mais tarde foi absorvida pela Prefeitura Municipal.

No bairro não há escolas, mas devido à proximidade do Colégio Estadual Leopoldo Fróes localizado no Largo da Batalha, as crianças e adolescentes do Maceió em idade escolar dirigem-se ao mesmo, embora muitas vezes não sejam atendidas.

O bairro dispõe de luz elétrica nos domicílios e nas vias públicas e conta com os serviço de coleta de lixo, embora em alguns pontos existam caçambas coletoras, porque a CLIN não faz coleta diária.

As perspectivas para o desenvolvimento do bairro, do ponto de vista econômico, são pequenas. Todavia, para fins residenciais em ocupação tipo condomínios fechados, há ainda grande disponibilidade de espaços favorecidos por relevo não uniforme que oferece variedade de paisagens.

As opções de investimento ficam restritas, portanto, ao capital imobiliário.

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Maria Paula

Maria Paula localiza-se na porção Norte do município, sendo o último bairro ao longo da estrada Caetano Monteiro. Além de limitar-se com São Gonçalo, é vizinho aos bairros de Matapaca, Vila Progresso, Muriqui, Sapê e Santa Bárbara.

Registros primitivos dão conta que Maria Paula originou-se de antiga fazenda de igual denominação doada por D. Pedro II a uma ex-escrava, sua ama de leite. A suntuosa sede dessa fazenda permaneceu preservada até o final dos anos 60, época a partir da qual toda a área começou a sofrer transformações com a substituição progressiva do modo de vida rural pelo urbano.

Segundo fontes primárias (depoimentos) e secundárias (registros históricos) a sede daquela fazenda possuia arquitetura colonial, com mobiliário aristocrático típico da nobreza da época. Ao redor do casarão havia uma capela, a senzala e correntes próprias para o aprisionamento dos escravos.

Após a abolição e durante toda a República Velha, essa região permaneceu com características essencialmente rurais. Dos anos 30 a meados do século, a região ainda era ocupada por atividades agrícolas, em particular, atividades horti-fruti-granjeiras e pastoris. As hortas, que já foram numerosas e de grandes dimensões, hoje são reduzidas, mas subsistem como testemunhos de períodos anteriores.

Consta também que no final dos anos 70 a Fazenda Maria Paula foi vendida para fins de loteamento e teria dado origem, entre outros, ao condomínio de luxo denominado Aldeia Casa Grande, onde resquícios da antiga sede da fazenda ainda são encontrados.

Mas é no decorrer dos anos 80 que ocorre a explosão imobiliária que abriu espaço para a ação do capital da construção civil. Multiplicaram-se os condomínios de luxo; as casas isoladas, de alto e/ou médio padrão construtivo, que passam a coexistir com remanescentes de moradias da população mais pobre. É notória a grande quantidade de obras no bairro a caminho da concretização de novas residências.

A dinâmica demográfica dos dois períodos apresentados na tabela revela que o de maior incremento foi o de 80/91, com uma taxa de crescimento anual de 4,60%, situando Maria Paula como sétimo de maior crescimento no universo de 48 bairros.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Apesar do crescimento relativamente significativo dos últimos anos, Maria Paula ainda se reveste de várias carências, a começar pelos serviços básicos. Com freqüência verificam-se esgotos a céu aberto. Boa parte do lixo costuma ser depositada em terrenos baldios – que são muitos – o que é um fator de atração de insetos e roedores.

Há contrastes visíveis. Além da sobrevivência de bolsões de pobreza em áreas de posse ou de loteamentos para segmentos de baixa renda, coexistem em relação de vizinhança, condomínios fechados de luxo que começaram a ocupar a paisagem urbana local.

O comércio, que é pouco expressivo, concentra-se às margens da estrada Caetano Monteiro e também, de forma ainda mais rarefeita, às margens da estrada Velha de Maricá ou da estrada da Paciência, após o Trevo. Somente estes eixos de circulação principais encontram-se pavimentados. As ruas secundárias estão em situação precária de trânsito.

Um dos problemas apontados pelos moradores e constatados pela observação empírica refere-se ao desmatamento. Esta ação torna-se ainda mais grave quando praticada nas encostas dos morros para fins de loteamento, em virtude da erosão subsequente. As condições ambientais são desfavoráveis de um modo geral, a começar pela poluição das microbacias, movimentos de massa que sensibilizam as encostas e uso inadequado dos solos, entre outros.

Um dos serviços que não se revela com problemas maiores é o do transporte coletivo. São várias as linhas que servem aos moradores, na medida em que a posição geográfica de Maria Paula é a de “local de passagem” para São Gonçalo e municípios vizinhos. O prejuízo neste aspecto é a deficiência no horário do “sereno”. Aliás este é um problema geral de todos os bairros distantes do Centro.

No campo do lazer, além dos bares e restaurantes com música ao vivo que se multiplicam ao longo das vias principais, alguns clubes campestres estão sendo estruturados pela iniciativa privada com grande afluxo de moradores do bairro e de outros lugares.

Finalmente, no que se refere às tendências para o futuro próximo, as entrevistas realizadas e as observações de campo apontam para possibilidade de multiplicação dos condomínios de luxo e avanço da construção civil, em geral, tendo em vista a farta disponibilidade de terrenos, presença ainda abundante de verde, baixos índices de poluição do ar, instalação de rede geral de água encanada em período recente e preços da terra relativamente baixos.

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Matapaca

Matapaca limita-se com os bairros de Maria Paula, Sapê, Badu e Vila Progresso. Segundo algumas fontes históricas, primárias e secundárias, a área foi habitada por índios Tamoios e a caça era uma manifestação relevante. Da grande quantidade de pacas na região procederia a denominação Matapaca.

Até o final do séc. XIX e início deste, a área era constituída de propriedades rurais como o caso do sítio da viúva do Marechal Hermes da Fonseca, Madame Tefé, vendido em 1921. Há uma hipótese de que essa venda poderia ter representado um embrião do processo de loteamento que se tornaria mais evidente a partir dos anos 50. Relevante também neste período a fundação do Atlético Futebol Clube em 17/10/1954, às margens da estrada de Matapaca.

O fato acima indica que, nos anos 50, a urbanização de Niterói já havia ultrapassado o Largo da Batalha e avançava ao longo da atual estrada Caetano Monteiro.

Das fazendas e sítios dos caboclos, ao bairro urbanizado de hoje, teria se passado cerca de meio século, sendo que atualmente estas duas características ainda coexistem.

Possui um zoneamento interno que permite reconhecer algumas localidades bem específicas, dentre elas destacam-se: Jardim América, Buraco Quente e Pache Faria. O Jardim América é um sub-bairro semelhante a um grande condomínio, com elevado padrão construtivo e ocupação recente e, em Pache Faria, localiza-se o antigo sítio pertencente à Madame Teffé, o buraco quente, de padrão econômico diferente dos demais.

Localiza-se no bairro a Igreja de São Sebastião que nos dias 20 de janeiro atrai grande número de romeiros devotos desse santo.

Manifestação religiosa semelhante ocorre nos dias 17 de dezembro de cada ano, quando em torno da Igreja de São Lázaro, também erigida no bairro de Matapaca, grandes levas de devotos se reúnem para cumprir rituais tradicionais da religião católica.

O bairro Matapaca apresenta uma das menores taxas de crescimento anual do município, ocupando o 46º lugar no universo dos bairros, segundo os dados dos Censos de 1970, 1980 e 1991, apresentando inclusive uma desaceleração demográfica. No entanto, cabe lembrar que o censo apresentou algumas impropriedades, além de uma adequação dos setores censitários com base no Decreto-Lei 4895 de 8 de novembro de 1986 que definiu novos limites para os bairros do município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O bairro de Matapaca se assemelha ao conjunto da Região de Pendotiba que, tendo sido zona rural até meio século atrás, hoje apresenta-se com predomínio de domicílios urbanos. Embora grande parte da população do bairro possua baixos rendimentos, verifica-se que a forma de uso do solo através de condomínios fechados, nos anos 90, tem sido a mais freqüente, trouxe uma população de rendimentos mais elevados. Uma das principais causas desse padrão de urbanização é a questão da segurança. Fora dos condomínios, alguns moradores se cotizam para contratar seguranças particulares.

A maior densidade populacional é encontrada às margens da estrada Caetano Monteiro, que funciona como elemento polarizador das atividades econômicas e dos novos moradores.

Estão abertas perspectivas de crescimento do bairro pela grande disponibilidade de terrenos e também por ser área de passagem do Centro de Niterói em direção a municípios vizinhos. Todavia, a posição geográfica afastada do Centro parece ter funcionado até aqui como freio de uma urbanização mais acelerada.

Além da função residencial, Matapaca se destaca também, nos dias atuais, por sua crescente importância comercial. Os estabelecimentos se concentram às margens da estrada Caetano Monteiro, importante via de passagem. Entre os principais ramos comerciais pode-se registrar: bares, padarias, supermercados, mini-shoppings, farmácias, açougues, lojas de materiais de construção entre outros, além de diversas oficinas mecânicas. A significativa presença das lojas de materiais de construção se deve ao ritmo dinâmico da construção civil nessa área de valorização recente. Esta concentração comercial e de serviços às margens da estrada Caetano Monteiro, atende não só aos moradores do bairro de Matapaca, mas também aos bairros vizinhos como: Maria Paula, Vila Progresso e Sapê.

No que se refere aos equipamentos públicos, há carência dos serviços de saúde, o que obriga os moradores a recorrerem a Policlínica Municipal do Largo da Batalha, ou, em casos mais complexos, ao Hospital Universitário Antônio Pedro, localizado no Centro da cidade.

Diferentemente, no campo da educação, a população local e dos bairro vizinhos dispõe de várias unidades escolares. Trata-se do Complexo Educacional do Remanso Verde, da Prefeitura de Niterói, constituído da Escola Diógenes Ribeiro de Mendonça, que atende do Jardim de Infância à 1ª série; da Escola Sítio do Ipê que atende da 1ª a 3ª séries e finalmente a Escola Honorina de Carvalho, com ensino de 4ª a 8ª séries.

A população local e regional conta com duas linhas de ônibus: as de número 35 e 48, ambas transitando somente pela estrada Caetano Monteiro – o que obriga os moradores de localidades distantes da estrada, a longas caminhadas. Uma das dificuldades em relação ao transporte é a irregularidade do funcionamento dos ônibus no “horário do sereno”.

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Muriqui

O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré, Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá.

Compreendendo as localidades de Muriqui Grande, Muriqui Pequeno e Chibante, o bairro apresenta três vias principais que dão acesso a cada uma destas; e tanto a estrada do Muriqui Pequeno quanto a estrada do Muriqui Grande (estrada Aristides Melo), se encontram com a estrada Velha de Maricá.

Segundo depoimentos de moradores mais antigos, o bairro de Muriqui foi formado pela partilha de três fazendas que se dedicavam à pecuária bovina e à agricultura.

O seu parcelamento obedeceu a um processo diferenciado. Ao invés da transformação de propriedades rurais em loteamentos urbanos, mais freqüente nessa área, as fazendas se transformaram em muitos sítios. Este fato confere ao bairro uma singularidade que é a de representar um estágio de transição entre o rural e o urbano.

Estas unidades espaciais medem em geral, dois alqueires, ou seja, em torno de 50.000 m2. Em muitos destes sítios desenvolvem atividades agropecuárias, como o criatório de suínos, gado bovino, produção de flores em geral e de orquídeas em particular.

O processo de ocupação “urbana” data, pelos menos, de três décadas. No entanto, o índice de expansão populacional mensurável pela edificação de novas moradias, não é grande, justamente pela forma hegemônica de parcelamento do solo que deu origem aos grandes sítios e não dos tradicionais lotes de pequenas dimensões. Outrora, um desses sítios pertenceu ao ex-governador Roberto Silveira.

Pode-se dizer então que a ocupação se diferencia do que ocorre em grande parte do município, isto em função do bairro ser dividido em grandes lotes, ocupados por uma ou duas residências, havendo inúmeros sítios, que mesmo não desenvolvendo funções específicas, apresentam características rurais. É comum a existência de residências antigas, de médio e alto padrão construtivo, que possuem unidades anexas destinadas aos empregados domésticos (caseiro, jardineiro…).

Embora predominem as moradias de médio e alto padrão, existem no bairro residências de baixo e precário padrão construtivo, localizadas na estrada do Muriqui Grande e início da estrada Chibante, além de uma pequena concentração junto à divisa com Vila Progresso, constituindo o chamado Morro dos Macacos, sendo este o único indício de favelização do bairro.

Entre 1970 e 80 o bairro apresentou uma taxa média de crescimento anual negativa (-9,10%), tendo sido este o maior índice negativo registrado no município neste período, representando um significativo processo de esvaziamento demográfico.

Em contrapartida, entre 1980 e 91 ocorre uma inversão desta tendência, com um crescimento de 1,82%, sendo o 17º maior índice do município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Apesar da função predominantemente residencial, encontramos no bairro de Muriqui uma particularidade em relação às suas residências: nelas os moradores desenvolvem também atividades econômicas tais como oficinas e ateliês diversos, produção de conservas alimentares e escritórios de arquitetura, dentre outras.

A caprinocultura praticada em escala comercial em algumas áreas do bairro (Muriqui Grande), foi possibilitada pelo tamanho peculiar que aqui possuem as propriedades.

A vida comunitária gira em torno de uma associação de moradores ainda em formação, localizada no Chibante, que vem conseguindo travar algumas lutas reivindicatórias. Outro fator de aglutinação dos moradores é o jogo de futebol que acontece regularmente em um campo iluminado anexo ao bar do Edmar que, na ausência de um centro de informações no bairro, cumpre também este papel.

Em relação à infra-estrutura urbana, o bairro é precariamente servido, não dispondo de água encanada nem de esgotamento sanitário. Mas é a falta de iluminação pública o principal problema apontado pelos moradores pois, tendo em vista o arruamento estreito e muito arborizado, caminhar à noite sempre representa risco. A coleta do lixo ainda é precária apesar dos avanços da companhia de limpeza municipal – a CLIN.

No passado, Muriqui foi marcado por uma tradicional Festa do Balão que reunia baloeiros do bairro e de outros lugares. Importante morador local, o escritor Carlos Couto aí empreendeu a experiência do teatro ao ar livre.

O comércio é pouco diversificado, o que leva os moradores a se deslocarem para outros locais (Largo da Batalha e Centro da cidade principalmente) ¾ em busca de maiores opções.

Quanto ao transporte coletivo, o bairro não é servido por qualquer linha de ônibus que circule no seu interior, sendo o acesso ao mesmo feito pela estrada Caetano Monteiro (em Vila Progresso), ou pela estrada Velha de Maricá.

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Sapê

O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha.

O nome Sapê, de acordo com depoimentos de antigos moradores, vem do fato de ter havido no passado sapezais naquele local. O bairro começou a surgir a partir de área que conhecida como Fazendinha, mas desenvolveu-se em outra direção e a Fazendinha atualmente é uma das localidades que compõem o Sapê.

Devido ao crescimento das periferias, fato comum nas grandes cidades, o local passou também a atrair contingente populacional principalmente a partir da década de 70 (10,42%). A população está distribuída ao longo da estrada Washington Luiz (antiga estrada do Sapê), principal via de acesso, que se inicia no Largo da Batalha e atravessa todo o bairro fazendo a ligação com o Caramujo e Santa Bárbara.

Quanto à estratificação social, observa-se nas proximidades da estrada Washington Luiz, predominância de edificações de padrão construtivo médio, que associada aos condomínios Ubá V, Sítio das Orquídeas e o imenso Orquídeas II (ainda em construção), acabam mascarando a realidade do bairro. A maior parcela da população concentra-se em bolsões de favelização nas localidades de Mato Grosso, Fazendinha, Buraco, Pedro, Cambaxirra, Armazém Novo, Rodo e Falinha.

O grande crescimento demográfico do bairro ocorreu no período de 70-80, quando foi o terceiro de maior taxa anual de crescimento – 10,42% – no município, fato comum a outros bairros da região. Este fato também coincidiu com a pavimentação de sua principal via de acesso, a estrada Washington Luiz. Em contraposição, no período seguinte, 80-91, o bairro apresentou resultado negativo, -0,46%. Mas é necessário considerar também a reorganização dos setores censitários, com vista ao decreto número 4.895 de 1986, que criou novos bairros, entre eles o Sapê.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O comércio do Sapê é limitado em número de estabelecimentos e na diversificação de ramos comerciais, contando apenas com padarias, “biroscas”, bares e lojas de material de construção. A população do Sapê, como a de muitos outros bairros próximos, recorre ao farto comércio do Largo da Batalha para suprir as suas necessidades.

O Sapê conta com a Escola Municipal Levi Carneiro, única do bairro, que atende da classe de alfabetização à 8ª série do 1º grau e atrai ainda, estudantes de bairros vizinhos. Após a conclusão do 1º grau, os estudantes são levados a procurar as escolas do Centro da cidade ou de outros bairros para prosseguirem os seus estudos. Conta ainda, com duas creches: uma funcionando na sede da Associação de Moradores e a Creche Berçário Mariozinho Gomes. No tocante à saúde, há o Hospital Maria de Magdala, que é exclusivo ao tratamento de doentes da AIDS.

É notada a insuficiência de telefones públicos. A infra estrutura urbana não acompanhou o crescimento do bairro, verificado principalmente nas localidades de mais baixa renda.

O transporte coletivo no bairro é considerado deficiente pelos moradores, principalmente em relação aos horários e número de veículos em circulação, sobretudo no horário noturno.

Registra-se a ampla disponibilidade de terras, o que já está propiciando o surgimento de condomínios fechados e de loteamentos para segmentos de classe média. O relevo suavemente ondulado com áreas verdes remanescentes, algumas minas d’água etc., são elementos atrativos que sustentarão a expansão.

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Vila Progresso

Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços… Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro.

Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra Grande, encontramos jazidas minerais de quartzo e feldspato, numa área com vegetação bastante preservada, drenada por pequenos rios. No Coração da Pedra localiza-se a casa que pertenceu a Getúlio Vargas e que era usada para lazer nos finais de semana. O açude, ainda presente no local, localiza-se em propriedade particular e foi outrora pertencente a família Brígido Tinoco. Seu proprietário, antigo oficial da Marinha Mercante, construiu uma casa em forma de barco e pensava explorar turisticamente o local.

No bairro localizava-se uma rinha de galos cuja freqüência era intensa em dias de função e que atraía aficionados de toda a região.

Do loteamento original, um terreno foi cedido para criação de uma cooperativa de moradores, com finalidade de abastecimento de alimentos à preços subsidiados. Neste terreno, atualmente, encontra-se instalado o posto da Polícia Militar do bairro.

Notável também era o presença do popular “Armazém do Zeno”. Figura conhecida na região, o Zeno mantinha um caderno onde anotava as despesas dos fregueses e seu estabelecimento era ponto referencial para quem se movimentava pela estrada Caetano Monteiro.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Vila Progresso possui função predominantemente residencial, sendo a maioria dos terrenos de propriedade particular, devido inclusive ao parcelamento da terra através de herança.

O bairro apresenta um comércio incipiente localizado, basicamente, na estrada Caetano Monteiro, que emprega trabalhadores oriundos de bairros vizinhos e do vizinho município de São Gonçalo. Em alguns sítios podemos observar a criação de pequenos animais como rãs e cabras e o adestramento de eqüinos.

Quanto ao saneamento básico, nem o abastecimento d’água nem o esgotamento sanitário são feitos majoritariamente através de rede geral. Nota-se a presença maciça de poços e nascentes pois a área ainda preserva seus mananciais hídricos.

As vias não são pavimentadas, apenas a antiga Avenida Nelson de Oliveira e Silva(*1) , eixo de concentração dos domicílios, a maioria de alto padrão construtivo.

A cobertura vegetal é ainda exuberante e Vila Progresso, como ademais toda Região de Pendotiba que se estende pela estrada Caetano Monteiro, possui temperatura agradável durante todo ano. Há de se assinalar que não existe ainda grandes impactos ambientais na área.

O setor educacional encontra-se representado pela Escola Estadual Felisberto de Carvalho e por escolas particulares de renome.

O Country Club de Niterói – importante clube campestre do município – assim como a presença de algumas casas de shows noturnos, seriam exemplos de locais de lazer que começam a se concentrar no bairro. Há de se assinalar também, que na sede da fazenda original, atualmente funciona uma associação recreativa para funcionários de um grande banco.

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