Personalidades Famosas

A cidade possui inúmeras personalidades no ramo das Artes, Cultura e nos esportes, são eles os Niteroienses famosos:
Leandro Hassum Moreira – Humorista
Alex Rodrigo Dias da Costa – Futebolista
Bruno Beltrão – Coreógrafo
Fernanda Young – Escritora, apresentadora de televisão e atriz
Gérson de Oliveira Nunes – Futebolista
Gustavo Beaklini – Harpista
Isaac Bardavid – Ator e dublador
Leonardo Nascimento de Araújo – Futebolista
André Marques – Apresentador de televisão
Baby Consuelo – Cantora
Marcelo Ferreira – Velejador
Raica Oliveira – Modelo
Murilo Benício – Ator
Sérgio Mendes – Violonista e compositor
Daniel Lins Cortês – Futebolista
Lars Grael – Velejador
Adriano Nasal – Artista marcial profissional
Edmundo – Futebolista
Fernanda Keller – Triatleta
Vagner Amarante Alentejo – Psicólogo e Escritor
Juliana Paes – Atriz
Isabelle Drummond – Atriz

Araribóia

Araribóia (em tupi, “cobra feroz” ou “cobra da tempestade”) em foi cacique da tribo dos Temiminós, do grupo indígena Tupi, em meados do século XVI. O seu domínio era a ilha de Paranapuã (hoje ilha do Governador), na baía de Guanabara, no litoral do Brasil.

Araribóia era cacique dos Temiminós quando os franceses, com o apoio dos Tamoios, tomaram o controle da Guanabara, na então Capitania do Rio de Janeiro, em 1555.

Tendo perdido as suas terras, o cacique e sua tribo seguiram para a então Capitania do Espírito Santo, onde reorganizaram a sua aldeia e expulsaram alguns holandeses.

Quando a Coroa de Portugal enviou ao Brasil o seu terceiro Governador-geral, Mem de Sá, com um contingente de soldados bem armados para retomar a Guanabara aos franceses, os portugueses estabeleceram aliança com Araribóia, conseguindo desse modo reforçar os seus efetivos em cerca de oito mil homens, indígenas conhecedores do território e inimigos dos Tamoios.

Em episódio com contornos de lenda, teria atravessado as águas da baía a nado para liderar o assalto ao Forte Coligny, feito decisivo na derrota aos franceses.

O fato é que, com o seu apoio, a operação portuguesa contra os franceses foi coroada de sucesso, tendo os portugueses recuperado o controle sobre a baía de Guanabara, fundando mais tarde a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Após a derrota dos Tamoios, como recompensa pelos seus feitos, Araribóia recebeu da Coroa Portuguesa a sesmaria de Niterói (em língua tupi, “água escondida”). Converteu-se ao cristianismo e adotou o nome de Martim Afonso, em homenagem a Martim Afonso de Sousa.

Terminou os seus dias em conflito com o novo Governador-geral da Repartição Sul do Estado do Brasil (com sede no Rio de Janeiro), o Dr. António de Salema (1575-1577). Na cerimônia oficial de posse, tendo Araribóia se deslocado de Niterói até ao Rio de Janeiro, sentou-se à moda indígena (com o tronco sobre as pernas cruzadas). O fato veio a desagradar o Governador, que o repreendeu. Araribóia rebateu tal repreensão retrucando: “Minhas pernas estão cansadas de tanto lutar pelo seu Rei, por isto eu as cruzo ao sentar-me, se assim o incomodo, não mais virei aqui!”

O idoso cacique voltou para a sesmaria de Niterói não mais tendo retornado ao Rio de Janeiro. Por incrível que pareça, segundo informa o “Dicionário de curiosidades do Rio de Janeiro”, morreu afogado nas proximidades da ilha de Mocanguê-mirim, ainda em 1574.

É considerado o fundador da cidade de Niterói, e uma estátua sua pode ser vista no centro da cidade, fronteira à estação das barcas, com os olhos voltados para a baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro sob sua proteção. Senhor de grande personalidade, serviu de inspiração a José de Alencar na criação de sua obra O Guarani.

Bandeira e Brasão

As cores da bandeira de Niterói são azul e branco. O primeiro campo da bandeira, que ocupa dois terços do total, é o branco, simbolizando a busca pela paz. O segundo campo é o azul, simbolizando a vocação marítima da cidade. O brasão fica localizado no centro do campo branco.

FONTE: Coordenação de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói

Hino Municipal

Hino de Niterói (1673)

Composição: Maestro Felício Toledo

De ocas rudes de palmas, das relvas
Ao guerreiro estrugir do boré,
Quantas vezes os filhos das selvas
Levantaram-se á voz do pagé!
Manejando o tacape emplumando,
Ora a flecha a brandir venenosa,
Quantas vezes de guerra o seu brado
Trovejou pela pátria formosa!

Valente Araribóia,
Da campa surge, o heroe!

Vencendo o inimigo alçaste
Trophéos a Nictheroy
E assim, ó Praia Grande,
Teceu-te o berço a Glória,
Teu nome em lettrasd`ouro
Refulge em nossa história.

Sertaneja inda ingenua, n`outrora
Era a Aldêa num leito de brumas,
Tendo á fronte aureo nimbo da aurora,

Tendo aos pés alva fimbria de espumas;
Para ornato era a silva, eram flores,
Tinha a voz de um gorgeio a pureza:
Vio-a o Rei… quando enlevo! E de amores
Deu-lhe carta e foraes de nobreza

O`bella Villa Real,
O`seductora plaga,
Que em leve harpejo de ósculos
A Guanabara afaga!
Sê justa, ao altar da Patria
Vem grata e reverente
C`roar de verdes laureas
João Sexto e J`se Clemente

Hoje, enquanto de alijorfre vestidas
Bailam nai`des nas praias azues,
E dos montes no cimo as ermidas
Erguem ao ceu, muda, a prece da Cruz:
Vae lá dentro o rugir do trabalho
Zumbe o tear, chispa a serra, artde a forja,

Bate á nave as cavilhas o malho,
Ou na incude arduos ferros escorja.

E`a febre do progresso
De um sec`clo de labor;
Avante, Nichtheroy!
Confia em teu valor,

Tens um porvir brilhante,
Dos fortes é a victoria,

Na rota ao fim fulgura
Como um pharol: a Glória!

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