Morro do Estado

O Morro do Estado, um prolongamento natural do Centro, tornou-se bairro em 1986 pela lei 4.895 de 08/11/86. Situado entre o Ingá, Icaraí e o Centro, é uma das maiores favelas da cidade em número de habitantes e em densidade demográfica. É um bairro que possui características que o distingue dos demais: a sua ocupação caracteriza-se pela forte segregação espacial em relação aos dos bairros vizinhos.

O Morro do Estado cresceu principalmente, pós-guerra dentro do processo de urbanização e metropolização da cidade, conseqüência também do caráter excludente do modelo econômico concentrador de renda acentuado no país a partir dos anos 70; da crise habitacional; do alto custo de vida; das deficiências do transporte coletivo; do desemprego e da migrações inter e intra-regionais, sobretudo do Nordeste brasileiro.

A história da ocupação da área relatada por moradores mais antigos reportam a permissões de uso da terra concedidas pelo poder público ou por proprietários privados. A medida que essa forma de assentamento alternativo foi se cristalizando, os “barracos” de madeira foram substituídos por casas de alvenaria com arquitetura própria (tendo a laje como cobertura e sem revestimento) e espacialmente desordenada. Seu crescimento se manifestou da parte baixa para a parte alta e das bordas para o interior do morro. Atualmente já encontramos alguns domicílios (vide tabela VI) sob a forma de apartamentos, distinguindo-se do aglomerado subnormal.

Os anos setenta foram o período de maior incremento, principalmente em virtude da entrada de novos migrantes que procediam do próprio Estado do Rio de Janeiro. Hoje existe uma divisão social do espaço: os moradores mais antigos, geralmente de procedência nordestina, se concentram principalmente na parte voltada para a rua Padre Anchieta e arredores, onde os domicílios possuem melhor estrutura, enquanto os mais recentes ocupam as demais áreas.

Existe complexa teia de organização e normas no Morro do Estado responsável pela criação da escola de samba, do bloco carnavalesco, da associação de moradores, do conselho comunitário e de outras formas de agrupamentos sociais.

Segundo os resultados dos últimos censos, a população entre 1970 e 1980 duplicou, com uma taxa média de crescimento anual de 7,47%, sendo o bairro de maior crescimento do município. Já no período posterior de 1980 a 1991, o bairro passou por um processo de desaceleração e veio a apresentar taxa negativa, sendo o penúltimo em crescimento demográfico no contexto municipal. Tal fato deve-se principalmente a adequação de setores censitários para atender aos novos limites da lei de abairramentos (1986), o que prejudicou a análise das séries históricas.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O Morro do Estado apresenta-se hoje com um casario típico de favela apesar da substituição da madeira pela alvenaria. O acesso principal está pavimentado até o alto do morro onde funciona uma praça de esportes, ponto de encontro da comunidade.

A comunidade local dispõe de uma unidade de saúde e de duas escolas, sendo uma para crianças do pré-escolar e a outra que atende até a 4ª série. Já o comércio é bastante incipiente, resumindo-se a “biroscas”.

A Associação de Moradores é uma das mais antigas do município, integra a FAMNIT desde 1983 e tem atravessado períodos de maior mobilização ou refluxo – dependendo da conduta de seus líderes em relação aos governos.

A possibilidade de expansão demográfica é pequena devido à falta de espaço territorial e dificuldade de realizar obras nas moradias já existentes.

Apesar do avanço dos últimos anos na direção da garantia dos direitos de cidadania dos moradores do Morro do Estado, ainda persistem problemas como o dos transportes coletivos. Outra questão apontada é o recrudescimento da violência urbana.

O que está apontado para o futuro é a melhoria das condições locais, tanto pela decisão da Prefeitura de aperfeiçoar os serviços de limpeza urbana associando-os à educação ambiental, quanto pela presença de organismos internacionais alocando recursos financeiros para acelerar a urbanização da área.

Continuar lendo Morro do Estado

Muriqui

O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré, Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá.

Compreendendo as localidades de Muriqui Grande, Muriqui Pequeno e Chibante, o bairro apresenta três vias principais que dão acesso a cada uma destas; e tanto a estrada do Muriqui Pequeno quanto a estrada do Muriqui Grande (estrada Aristides Melo), se encontram com a estrada Velha de Maricá.

Segundo depoimentos de moradores mais antigos, o bairro de Muriqui foi formado pela partilha de três fazendas que se dedicavam à pecuária bovina e à agricultura.

O seu parcelamento obedeceu a um processo diferenciado. Ao invés da transformação de propriedades rurais em loteamentos urbanos, mais freqüente nessa área, as fazendas se transformaram em muitos sítios. Este fato confere ao bairro uma singularidade que é a de representar um estágio de transição entre o rural e o urbano.

Estas unidades espaciais medem em geral, dois alqueires, ou seja, em torno de 50.000 m2. Em muitos destes sítios desenvolvem atividades agropecuárias, como o criatório de suínos, gado bovino, produção de flores em geral e de orquídeas em particular.

O processo de ocupação “urbana” data, pelos menos, de três décadas. No entanto, o índice de expansão populacional mensurável pela edificação de novas moradias, não é grande, justamente pela forma hegemônica de parcelamento do solo que deu origem aos grandes sítios e não dos tradicionais lotes de pequenas dimensões. Outrora, um desses sítios pertenceu ao ex-governador Roberto Silveira.

Pode-se dizer então que a ocupação se diferencia do que ocorre em grande parte do município, isto em função do bairro ser dividido em grandes lotes, ocupados por uma ou duas residências, havendo inúmeros sítios, que mesmo não desenvolvendo funções específicas, apresentam características rurais. É comum a existência de residências antigas, de médio e alto padrão construtivo, que possuem unidades anexas destinadas aos empregados domésticos (caseiro, jardineiro…).

Embora predominem as moradias de médio e alto padrão, existem no bairro residências de baixo e precário padrão construtivo, localizadas na estrada do Muriqui Grande e início da estrada Chibante, além de uma pequena concentração junto à divisa com Vila Progresso, constituindo o chamado Morro dos Macacos, sendo este o único indício de favelização do bairro.

Entre 1970 e 80 o bairro apresentou uma taxa média de crescimento anual negativa (-9,10%), tendo sido este o maior índice negativo registrado no município neste período, representando um significativo processo de esvaziamento demográfico.

Em contrapartida, entre 1980 e 91 ocorre uma inversão desta tendência, com um crescimento de 1,82%, sendo o 17º maior índice do município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Apesar da função predominantemente residencial, encontramos no bairro de Muriqui uma particularidade em relação às suas residências: nelas os moradores desenvolvem também atividades econômicas tais como oficinas e ateliês diversos, produção de conservas alimentares e escritórios de arquitetura, dentre outras.

A caprinocultura praticada em escala comercial em algumas áreas do bairro (Muriqui Grande), foi possibilitada pelo tamanho peculiar que aqui possuem as propriedades.

A vida comunitária gira em torno de uma associação de moradores ainda em formação, localizada no Chibante, que vem conseguindo travar algumas lutas reivindicatórias. Outro fator de aglutinação dos moradores é o jogo de futebol que acontece regularmente em um campo iluminado anexo ao bar do Edmar que, na ausência de um centro de informações no bairro, cumpre também este papel.

Em relação à infra-estrutura urbana, o bairro é precariamente servido, não dispondo de água encanada nem de esgotamento sanitário. Mas é a falta de iluminação pública o principal problema apontado pelos moradores pois, tendo em vista o arruamento estreito e muito arborizado, caminhar à noite sempre representa risco. A coleta do lixo ainda é precária apesar dos avanços da companhia de limpeza municipal – a CLIN.

No passado, Muriqui foi marcado por uma tradicional Festa do Balão que reunia baloeiros do bairro e de outros lugares. Importante morador local, o escritor Carlos Couto aí empreendeu a experiência do teatro ao ar livre.

O comércio é pouco diversificado, o que leva os moradores a se deslocarem para outros locais (Largo da Batalha e Centro da cidade principalmente) ¾ em busca de maiores opções.

Quanto ao transporte coletivo, o bairro não é servido por qualquer linha de ônibus que circule no seu interior, sendo o acesso ao mesmo feito pela estrada Caetano Monteiro (em Vila Progresso), ou pela estrada Velha de Maricá.

Continuar lendo Muriqui

Piratininga

Piratininga localiza-se no entorno da lagoa de mesmo nome, entre o Oceano Atlântico, a Serra Grande e o Morro da Viração, limitando-se com Itaipu, Cafubá, Camboinhas, Jacaré, São Francisco e Charitas e Jurujuba.

O bairro, originado em parte da sesmaria doada a Cristóvão Monteiro, tinha na pesca a sua atividade mais marcante, tendo inclusive sediado uma colônia de pescadores na localidade conhecida como Tibau. Com o surgimento das grandes fazendas na Região, como a denominada Piratininga, pertencente a Manuel de Frias e Vasconcelos, a área passa a produzir açúcar, aguardente e café, além de culturas de subsistência. Essa produção seguia, por terra ou mar, até a enseada de Jurujuba.

Com o passar do tempo o interesse pela área torna-se crescente e, a partir dos anos 60, vários loteamentos irão surgir. Durante o processo de nova configuração espacial do bairro, os posseiros sempre tiveram presença marcante sendo até hoje motivo de impasse, envolvendo as empresas imobiliárias, proprietários e o poder público. A área ao redor da lagoa de Piratininga é a de maior conflito e também a que reúne o maior contingente de população de baixa renda.

Desde a década de 70 o bairro vem sendo ocupado por população de classe média, em virtude da melhoria das vias de acesso e da beleza do lugar: a praia, a lagoa, as ilhas, os costões e vegetação de restinga. Essa rápida ocupação já acabou com o extenso areal, as pitangueiras e os coqueiros que existiam.

Destaca-se ainda em seus limites a praia e o Forte de Imbuí, cuja entrada principal dá-se através do bairro de Jurujuba e que fazia parte do sistema de defesa da entrada da Baía de Guanabara.

Há cerca de 40 anos o navio Madalena, luxuoso transatlântico da Mala Real Inglesa, encerrando a sua viagem inaugural, chocou-se com uma das pedras Tijucas, próximas à Baía de Guanabara. Após o resgate dos passageiros o navio soltou-se devido aos ventos e à maré. Na tentativa de salvá-lo, o navio partiu-se ao meio: uma parte afundou e a outra acabou encalhando nas areias da praia de Imbuí.

Conforme dados obtidos através do Censo do IBGE/1991, o bairro de Piratininga tem registrado nas últimas décadas uma das maiores taxas médias de crescimento populacional de todo o município. As taxas registradas nos períodos 70/80 e 80/91 foram consideravelmente superiores à média do município para os mesmos períodos. Na década de 70 a taxa média de crescimento de Piratininga esteve por volta de 4,83%, o que representava o 14º maior crescimento entre os bairros de Niterói, enquanto o município em sua totalidade registrava 2,55%. Já no período 80/91 o bairro obteve uma aceleração no crescimento se comparado ao período anterior, marcando a taxa de 11,08% passando a ser o 3º maior crescimento entre os bairros. O crescimento deste período é ainda mais significativo quando comparado à taxa média do município, que foi de 0,85%.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Piratininga tem assumido, no conjunto da região, um papel de destaque no que se refere principalmente a oferta de comércio e serviços. O bairro possui um número significativo de supermercados, bares, restaurantes, lojas de materiais de construção, lojas de conveniência, agências de automóveis e outros, distribuídos ao longo de suas vias principais, ou ainda, concentrados em centros comerciais. Este fato, aliado à proximidade com as praias oceânicas, têm transformado o bairro num dos principais núcleos de lazer de todo o município. Destaca-se ainda como equipamento de lazer o Iate Clube de Piratininga.

A localização espacial de Piratininga – “porta de entrada” da Região Oceânica – é um elemento estratégico para o desenvolvimento do local. A antiga estrada Celso Peçanha, atual estrada Francisco da Cruz Nunes, a principal do bairro, é importante via de acesso aos outros bairros da região e às praias.

Quanto aos equipamentos públicos, encontramos no setor de educação a Escola Municipal Francisco Portugal Neves, que atende aos dois segmentos do primeiro grau e a Escola Estadual Almirante Tamandaré, que atende ao primeiro segmento do 1º grau. O setor de saúde conta com duas unidades, sendo uma localizada próxima ao trevo de Piratininga e a outra na localidade do Tibau.

A PROBLEMÁTICA DA LAGOA DE PIRATININGA

Os mais graves problemas ambientais do bairro estão relacionados com a sua lagoa. Primeira de uma seqüência de quinze lagoas que se estendem até município de Cabo Frio, a Lagoa de Piratininga sofre atualmente inúmeras formas de agressão, cujas origens remontam à abertura do Canal do Camboatá pelo DNOS (1946) ligando-a à vizinha Lagoa de Itaipu.

O Canal do Camboatá funcionou como elemento drenante da água da Lagoa de Piratininga, sobretudo após a abertura permanente da barra de Itaipu pela Veplan (1979), provocando um grande esvaziamento e, consequentemente, reduzindo o seu espelho d’água. Tais modificações causaram alterações drásticas no ecossistema da região, pois o reduzido volume d’água de Piratininga não mais permitia o rompimento periódico da barra da lagoa e a renovação das águas no seu interior, fator importante para a regulação do ciclo biológico.

A diminuição do volume d’água da lagoa e o conseqüente surgimento de áreas marginais secas, somados aos freqüentes aterros irregulares, vem reduzindo a sua extensão a cada dia, possibilitando o parcelamento e a ocupação do seu entorno. Por sua vez, esta ocupação desordenada e irregular sentenciou a fauna e a flora originais do local, sobretudo no que diz respeito às formações vegetais típicas de restinga, praticamente extintas de suas margens.

Outro grave problema que aflige a lagoa é à poluição causada pelo despejo do esgoto domiciliar sem tratamento em seu interior. Pela inexistência de uma rede de tratamento de esgotos em toda a Região Oceânica, as Lagoas de Piratininga e de Itaipu acabam transformando-se em grandes receptáculos de esgoto doméstico, situação esta que causa freqüentes mortandades de peixes.

Certamente é a população de antigos pescadores a que mais sofre as conseqüências dos efeitos da degradação da Lagoa de Piratininga, pois diversas espécies de crustáceos estão desaparecendo e o pescado está reduzido a níveis que não permitem a subsistência de suas famílias. Somente uma intervenção conjunta da sociedade e do poder público poderá resgatar um dos maiores patrimônios paisagísticos do município.

Continuar lendo Piratininga

Ponta D’areia

Localizado na Península da Armação, a Ponta D’Areia, por sua posição geográfica, encontra-se diretamente relacionada às águas da Baía de Guanabara, tendo com o continente apenas as áreas limítrofes com os bairros do Centro e de Santana.

A Península da Armação, desde os primórdios da colonização, contribuiu de maneira relevante para a economia nacional. O local é citado no livro de Jorge Caldeira sobre Irineu Evangelista de Souza, Barão e depois Visconde de Mauá, e foi mencionado também por Barbosa Lima Sobrinho em recente artigo no “Jornal do Brasil”: …nas oficinas da Ponta de Areia…. O futuro Visconde de Mauá dera um grande alento à indústria de construção naval brasileira”.

O nome Armação está relacionado à pesca (“armar” os barcos) e ao esquartejamento de baleias, já que a península foi importante porto baleeiro. A vocação industrial veio depois, e com as oficinas de material bélico da Marinha e estaleiros.

Após as obras de urbanização da Vila Real, ordenaram-se os acessos à Armação e Ponta D’Areia, agilizando a ligação com o Centro da cidade.

No século passado, em estaleiro que ali funcionava, construíram-se barcos a vapor, caldeiras e peças fundidas em ferro. Posteriormente, na época de Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá, a indústria diversificou-se e passou a produzir vários equipamentos, alguns incluídos no Catálogo de Produtos Industriais da Exposição Nacional de 1861 e mais tarde enviados à Exposição Universal, em Londres. Mauá, um empreendedor, chegou a empregar centenas de operários em suas instalações que construiram vários navios, entre eles o “Marquês de Olinda”. Com a mudança da política econômica que facilitou a entrada de produtos estrangeiros, veio a falência. Mauá, precursor da industrialização brasileira, é homenageado com nome de rua e do estaleiro sediado na Ponta D’Areia.

Outra empresa que marcou época na economia fluminense, estabelecida também na Ponta D’Areia, foi a Companhia de Comércio e Navegação, de Pereira Carneiro e Cia. Ltda. Possuidora de importante frota de cabotagem e de grandes armazéns gerais, também negociava com sal. Foi desta companhia o dique Lahmeyer, o mais sólido do mundo por ter sido cavado em rocha e que durante muito tempo foi o maior da América do Sul. O dique era usado para manutenção da frota própria e também atendia a outras empresas. O Conde Pereira Carneiro, principal acionista da Companhia de Comércio e Navegação, também construiu a vila que leva o seu nome, existente até hoje. A vila operária foi criada com fins sociais – casas higiênicas(*1) com aluguel módico, escola e até uma capela – para os empregados da empresa. Atualmente a “vila” está incorporada ao patrimônio arquitetônico da cidade.

Em 1893 a Ponta da Armação entrou definitivamente para a história nacional quando tropas amotinadas contra o governo do Presidente Floriano Peixoto, comandadas por Custódio de Melo, apoderam-se de toda munição existente no então Laboratório Pirotécnico da Marinha – que lá funcionava. Apesar do revés inicial, tropas fiéis ao Presidente resistiram em vários pontos da cidade até a vitória. Niterói passou a ser denominada “Cidade Invicta” por alguns historiadores.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

A população da Ponta D’Areia, na sua maioria, tem origem operária, tradicionalmente ligada às indústrias locais e de ilhas próximas, vinculada à construção naval já que o bairro é pioneiro, no Brasil, neste ramo de atividade. Constituída de migrantes, em boa parte oriundos de Portugal, o bairro também conhecido como “Portugal Pequeno”.

Sobre a indústria naval é importante ressaltar que Niterói já teve neste ramo industrial sua máxima expressão, apesar da decadência atual do setor.

As residências da Ponta D’Areia apresentam padrão construtivo predominante do tipo médio degradado, com espacialização horizontal. Especialmente na Vila Pereira Carneiro, outrora núcleo residencial dos operários navais e que hoje abriga uma população de classe média, nota-se a presença de casas de padrão mais elevado. Há de se assinalar um núcleo de população de baixa renda no chamado Morro da Penha.

O comércio de primeira necessidade localiza-se na entrada da Vila Pereira Carneiro (açougue, supermercado, padaria, etc) e o especializado em produtos náuticos e oficinas afins, nas ruas que margeiam a Baía de Guanabara – especialmente a Miguel Lemos e a Barão de Mauá. Merece registro especial o Mercado São Pedro – especializado na comercialização de peixes e crustáceos – de grande dimensão e que atrai clientes até de municípios vizinhos.

A presença de estaleiros é uma constante ainda hoje na Ponte D’Areia. Encontram-se em atividade lá os estaleiros Mauá, Mac-Laren e Cruzeiro do Sul, este pertencente ao Governo do Estado – responsável pela manutenção das barcas da Conerj, que interligam Niterói ao Rio e vice-versa.

No campo educacional, no setor público, há uma escola de primeiro grau e uma pré-escola gerenciadas pelo Município. As principais vias do bairro encontram-se em situação satisfatória e nelas trafegam linhas regulares de ônibus.

Na Ponta da Armação, além de um conjunto residencial da Marinha, encontram-se situadas as instalações da Diretoria de Hidrografia e Navegação (D.H.N.), órgão responsável pela elaboração de cartas náuticas.

Por se tratar de um bairro de ocupação antiga, já cristalizada, com uma topografia de morros e declives, as perspectivas de expansão são limitadas.

Continuar lendo Ponta D’areia

Rio do Ouro

De relevo levemente acidentado, principalmente no lado de Niterói o bairro tem São Gonçalo como limite ao norte, onde continua com o mesmo nome, além de limitar-se com Várzea das Moças, Engenho do Mato, Jacaré e Muriqui.

Com a origem do nome perdida na memória dos moradores, o bairro do Rio do Ouro, como toda região até meados deste século, era parte das grandes fazendas que predominavam na área. Estas fazendas não apresentavam uma produção agrícola significativa, atendendo basicamente ao consumo local, com um pequeno excedente que era comercializado em outros locais. Como principais produtos tínhamos as frutas cítricas (principalmente laranja), legumes e hortaliças (tomate, jiló, vagem, repolho, mandioca etc.) contando ainda com a presença de engenhos movidos pela tração animal ou pela força da água.

Com a diminuição das atividades agrícolas, não só na região mas em todo o Estado, por volta dos anos 50, as fazendas começaram a ser parceladas, sem nenhum padrão estabelecido, mas de acordo com a solicitação dos compradores e também pela atuação de posseiros, grileiros e outros. Em conseqüência, temos lotes de vários tamanhos e sítios com áreas variadas.

No lado de São Gonçalo, existiu até a década de 60, uma estação ferroviária do ramal da Leopoldina que se estendia até Campos. Era utilizada para escoamento do excedente da produção para outros locais do município de Niterói e do café vindo da fazenda de Várzea das Moças. Localizava-se onde hoje funciona uma garagem de ônibus.

A ligação entre o Rio do Ouro e o trevo de Maria Paula, na época já um entroncamento importante com algumas casas comerciais, dava-se pela estrada Velha de Maricá, onde existia um trecho, no limite com Muriqui (oeste), que, pelo seu relevo e vegetação era de difícil passagem, exigindo “paciência” dos usuários. Daí, segundo os moradores vem o nome do local: Paciência.

Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE de 1991, a população residente no bairro de Rio do Ouro representa 0,73% da população do município de Niterói.

CARACTERÍSTICAS URBANAS E TENDÊNCIAS:

A construção da estrada Amaral Peixoto (RJ.106) na década de 50 deu um grande impulso à ocupação do bairro. Por ser uma área mais plana, o desenvolvimento da região iniciou-se no lado de São Gonçalo. Na parte niteroiense, podemos destacar duas áreas com alguma densidade populacional e construções em alvenaria:

– Ao longo da estrada Velha de Maricá, de Paciência até o entroncamento com a estrada Amaral Peixoto e em torno deste;

– Nos limites com Várzea das Moças, área identificada pelos moradores, e por quem conhece o local, como pertencente a este bairro, cujo comércio e serviços aí existentes, atendem aos moradores dos dois bairros indistintamente.

No interior do bairro temos pequenos e grandes sítios, cujos proprietários, de um modo geral, não são moradores nem os exploram comercialmente, mas sim os utilizam para lazer, com uma pequena produção para consumo familiar.

O comércio é dinâmico (mercado, farmácia, açougue, padaria

Continuar lendo Rio do Ouro

Santa Bárbara

Parte de uma grande fazenda existente na região (fazenda de Juca Matheus) que se estendia até o município de São Gonçalo foi loteada e deu origem ao bairro de Santa Bárbara. Esta denominação relaciona-se a existência de antiga igreja cuja padroeira é Santa Bárbara. Com a criação e estabelecimento de novos limites em 1986, a igreja passa a não pertencer mais ao bairro, ficando no vizinho Baldeador.

A fazenda, até a década de 50, dedicava-se à pecuária extensiva. O esvaziamento desta atividade deu margem ao seu parcelamento e posterior loteamento.

Com mais de 50% da superfície ocupada por morros, o início do seu desenvolvimento urbano deu-se na parte mais plana, próxima à Rodovia Amaral Peixoto, com a criação, no início dos anos 60, do loteamento Vila Maria. Este loteamento foi realizado sem nenhuma infra-estrutura sendo ocupado pela camada da população de menor poder aquisitivo. Atualmente nota-se uma ocupação desordenada das encostas, destacando-se neste processo o Morro da Paz.

Fora da parte central do bairro encontramos outras áreas adensadas: na divisa com o Caramujo, no local conhecido como Horta; junto à estrada Velha de Maricá, no limite com Maria Paula; e num condomínio de classe média existente perto da Rodovia Tronco-Norte.

Com uma expansão inicial típica de periferia urbana, onde as construções são de padrão médio para baixo, o bairro vem apresentando uma valorização crescente dos seus imóveis, face principalmente ao incremento ocorrido na instalação de equipamentos urbanos, pela sua localização e também por seu clima ameno.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O comércio existente no bairro atende às necessidades básicas da população e de áreas vizinhas, como o Novo México, bairro de São Gonçalo com grande concentração populacional.

Quanto aos equipamentos urbanos, Santa Bárbara conta com a Unidade Municipal de Saúde Adelmo de Mendonça, a Casa da Criança, uma creche municipal, duas escolas do 1º grau (E.M. Rachide da Glória Salin Saker e a E.E. Antonio Coutinho de Azevedo), além de uma escola estadual do 2º grau recém inaugurada, o Liceu David Capistrano. Nota-se também a existência de alguns estabelecimentos particulares voltados para a educação infantil (maternal e jardim).

No centro do bairro destaca-se uma praça que, entre outros equipamentos, dispõe de quadra poli-esportiva, campo de futebol, pista de skate, jardins etc.

Em relação ao transporte, apresenta uma linha principal (580-Centro/Santa Bárbara) e mais três linhas com ponto final na junção do bairro com o Sapê e o Caramujo, (26-Centro/Caramujo, 62-Fonseca/Charitas e 36-Centro/Sapê).

Um dos principais problemas é a falta de telefones públicos. Atualmente existe apenas um orelhão em todo o bairro.

Nota-se a existência de diversas comunidades religiosas: Igreja Peniel, Assembléia de Deus, Batista e Ebenezer. Existe também uma instituição conhecida como “Missão Americana” que presta serviços a uma parte restrita da população.

O movimento participativo dos moradores é expressivo, com uma associação de moradores bastante atuante. Em geral, os moradores percebem a necessidade de organização como forma de encaminhar e resolver os problemas do bairro.

Conta ainda com a sede da Secretaria Regional de Desenvolvimento de Santa Bárbara, que tem como área de abrangência, além do bairro em que se localiza, os bairros do Caramujo e Baldeador.

De triste lembrança, o bairro foi palco recentemente de uma tragédia com a explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício, que destruiu imóveis, carros e vitimou várias pessoas.

Existe perspectiva de investimentos no bairro com a vinda de um comércio mais especializado. A medida em que são alcançadas as prioridades estabelecidas entre a administração local e a população. Com a melhoria da infra-estrutura disponível, a tendência é de que o bairro se incorpore a outros espaços próximos, possibilitando uma reorganização urbana.

Continuar lendo Santa Bárbara

Santa Rosa

Limitando-se com Icaraí, Fátima, Pé Pequeno, Cubango, Ititioca, Viradouro, Vital Brasil e até com São Francisco pelo Morro do Souza Soares, Santa Rosa possui extensão considerável para um bairro da Região das Praias da Baía, sendo importante ponto de passagem para outras áreas de Niterói.

De ocupação antiga, Santa Rosa deve a sua denominação à antiga Fazenda Santa Rosa (séc. XVIII) que dominava vasto território. A sua história confunde-se com a de Icaraí, sendo na verdade uma expansão deste bairro. O crescimento e desenvolvimento de Santa Rosa/Icaraí é resultante de um modelo de urbanização no qual foram privilegiadas áreas preferenciais de ocupação, geralmente locais mais próximos ao centro urbano, ao litoral, ou mesmo, de mais fácil acesso (um vale ou planície, por exemplo). Desse modo, o que se viu após a partilha das fazendas que dominavam a região, foi uma ocupação primeiramente concentrada ao longo da praia de Icaraí, expandindo-se em seguida para o interior próximo, em direção a Santa Rosa.

No século passado, a paisagem do bairro ainda era muito exuberante. Nesse período, o bairro viu passar por suas estradas, tropas de mulas vindas do interior que desciam dos caminhos do Viradouro, Atalaia e Cubango em direção ao Centro. As suas principais vias, na época, eram a rua Santa Rosa e a estrada do Calimbá (atual Dr. Paulo Cesar). Diversas chácaras surgiram da partilha da Fazenda Santa Rosa e para elas foram atraídas famílias de poder econômico mais elevado. Viveram no bairro expoentes ilustres da história de Niterói e da antiga Província do Rio de Janeiro.

Com o retalhamento e loteamento de algumas chácaras, e o aterro de áreas alagáveis e capinzais, abriram-se novas ruas, facilitando o prolongamento das vias que partiam de Icaraí.

No ano de 1883, com a fundação do Colégio Salesiano, o bairro tornou-se mais conhecido ainda. Ao lado do Colégio instalou-se a Basílica e, nas proximidades, no alto do Morro do Atalaia, o Monumento a Nossa Senhora Auxiliadora, inaugurado em 1900. Atualmente encontra-se instalado na Basílica um órgão de 11.130 tubos, o maior da América Latina.

No final do século passado e início deste, aconteceram importantes melhorias no bairro. Diversas ruas foram saneadas, calçadas e iluminadas, sendo servidas por linhas de bondes de tração animal e, mais tarde, de bondes elétricos.

O crescimento recente de Santa Rosa seguiu os mesmos padrões de Icaraí. Já muito populosos, os dois bairros viram a substituição progressiva de suas casas por edifícios de apartamentos. Este intenso processo de especulação teve seu auge nas décadas de 60 e 70, com os apartamentos financiados pelo BNH. O boom imobiliário tem reflexos até os dias atuais. A construção da Ponte Rio-Niterói intensificou a verticalização imobiliária em terras fluminenses, devido ao estrangulamento da cidade do Rio de Janeiro e da metropolização de Niterói.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Santa Rosa apresenta características de um bairro residencial de classe média, dispondo de uma rede de serviços satisfatória e de um comércio diversificado, localizado sobretudo nas suas principais vias de circulação – as ruas Santa Rosa, Dr. Paulo Cesar e Noronha Torrezão; e também no Largo do Marrão. As demais ruas apresentam-se mais tranqüilas, com menor volume de circulação. Entre os estabelecimentos comerciais do bairro destacam-se: mercados, lojas de materiais de construção e reparos, concessionárias de automóveis, padarias, farmácias e bares, entre outros.

Com relação ao transporte coletivo, há diversas linhas que servem ao bairro, cujos ônibus trafegam em boa parte de suas ruas, não havendo grandes reclamações por parte dos moradores.

Merece destaque o grande número de escolas existentes, sejam públicas ou privadas, atendendo aos estudantes do 1º e 2º graus, não só do bairro, mas também de todo o município e até de municípios vizinhos. Também localiza-se em Santa Rosa uma unidade da UFF, a Faculdade de Farmácia.

Devido a sua ocupação antiga e por situar-se numa das áreas mais valorizadas de Niterói, o bairro apresenta boa infra-estrutura urbana, sendo suas vias pavimentadas e bem conservadas. Não há problemas graves de abastecimento de água, de energia elétrica e de coleta de lixo.

O Complexo do Caio Martins constitui uma importante fonte de lazer não só para o bairro, como também a nível municipal e estadual. O Estádio Caio Martins tem sido palco, nos últimos tempos, de jogos dos campeonatos estadual e brasileiro de futebol. O complexo dispõe ainda de um ginásio poliesportivo coberto e de uma piscina de dimensões olímpicas (a única de Niterói).

Os tradicionais colégios do bairro também dispõem de uma importante estrutura desportiva, contando com piscinas e ginásios cobertos, nos quais são programadas diversas competições, sendo algumas de nível nacional.

A vida cultural de Santa Rosa também é significativa. Destacam-se os teatros do Instituto Abel e da Associação Médica Fluminense, e as bandas colegiais do Abel e do Salesianos.

Continuar lendo Santa Rosa

Santana

Santana é um dos bairros mais antigos de Niterói, limitando-se com São Lourenço, Fonseca, Engenhoca, Barreto, Ilha da Conceição e Ponta D’Areia, além das águas da Baía de Guanabara. Inicialmente suas terras foram ocupadas por plantações, mas a proximidade do mar foi fator fundamental para entender fatos que marcaram a história do bairro.

Há registros do séc. XIX sobre a Fazenda de Sant’Anna, do Brigadeiro João Nepomuceno Castrioto, para cuja capela cogitou-se tranferir a igreja da freguesia de São Lourenço.

Às margens da Baía de Guanabara, ancoradouros e depois o porto de Niterói.

Ao longo do tempo foram desenvolvidas em Santana diferentes atividades econômicas: a pesca, a agricultura, a extração mineral e o comércio, este originando grandes armazéns.

Nos limites do bairro, junto a São Lourenço e na entrada do Fonseca, construiu-se, de 1873 a 1892, por deliberação do Governo provincial, a matriz de São Lourenço. O lugar tornou-se nesta época o principal ponto de referência dos três bairros. O largo de Santana posteriormente passou a ser conhecido e chamado de Ponto dos (de) Cem Réis, preço da passagem do bonde que aí fazia uma parada. Devido ao desenvolvimento urbano do Fonseca, a área passou a ser muito mais integrada ao bairro, com ele se confundindo. No Ponto de Cem Réis instalaram-se estabelecimentos comerciais que serviam a diferentes bairros.

Posteriormente iria ocorrer a instalação de indústrias como estaleiros de reparos navais, refinaria de açúcar, fábrica de vidros e fábricas de beneficiamento de pescado. Muitas destas atividades deixaram de existir, mas algumas sobrevivem até hoje.

No início do século XX o bairro ganha novas áreas e atividades. Ainda na década de 20 são feitas as obras do aterrado de São Lourenço, no mangue que ali existia. Este aterro tinha com objetivo de facilitar a construção do Porto de Niterói, da Estação Ferroviária e de uma nova avenida, a Feliciano Sodré no limite do bairro com o Centro e São Lourenço. Já na década de 70, a construção da Ponte Rio-Niterói, traz novas mudanças: prédios são derrubados (inclusive onde funcionava o Centro Pró-Melhoramentos Santana/São Lourenço), viadutos são construídos dividindo o bairro – o Ponto de Cem Réis, que é o único lugar ainda reconhecido como Santana, e a parte maior, identificada pelos moradores como Barreto.

CARACTERÍSTICAS URBANAS E TENDÊNCIAS:

Caminhando-se pelas ruas e travessas do bairro, observa-se pelas construções existentes, residenciais ou não, as diferentes etapas de sua ocupação, além da relação direta com os bairros de São Lourenço, Fonseca e Barreto: prédios abandonados, em ruínas ou totalmente fechados, ao lado de instalações comerciais e industriais, algumas subaproveitadas. A arquitetura das residências referenda essas transformações: há vilas de casas (todo o lado esquerdo da travessa Couto) tipicamente de operários; há casas de construção antiga ou recente com características simples perto do Ponto de Cem Réis, no Morro do Holofote e nas suas proximidades; há casas construídas em terrenos da Rede Ferroviária por seus trabalhadores e existem ainda construções do início de século, maiores em dimensão, que deixam evidente relativa suntuosidade, convivendo com construções mais modernas nas proximidades do Largo do Barradas (rua José de Alencar); bem como edifícios e conjuntos de apartamentos populares, típicos do “boom” imobiliário da década de 70.

No bairro hoje, além dos prédios residenciais e das indústrias (principalmente ao longo da Avenida do Contorno), são encontradas oficinas e estabelecimentos comerciais, estes mais numerosos e aglomerados nas cercanias do Ponto de Cem Réis e Largo do Barradas. Existem ainda vários espaços que são utilizados como depósitos: seja público (Detran) ou particular (transportadoras). Prédios com outras finalidades também são encontrados: a Casa Oliveira Vianna, no início da Alameda; o Clube dos Funcionários da Telerj; o prédio do Sindicato de Operários Navais do Rio de Janeiro (palco da resistência ao Golpe de 64) e uma praça, o Largo do Barradas, onde se localizava uma antiga e tradicional escola particular – o Colégio Nilo Peçanha, que foi extinto e no seu lugar, recentemente, construiu-se uma creche filantrópica e um parque esportivo. No bairro há uma única escola pública estadual, o Jardim de Infância Julieta Botelho, que por estar localizado no início da Alameda é muito mais identificado com o Fonseca. Também já funcionou no bairro um hospital, a maternidade do IAPTEC, que foi desativada, ficando o prédio durante um tempo sem uso e abrigando hoje um setor burocrático da previdência social.

O reaproveitamento de seus espaços para o exercício de novas atividades, bem como de novas construções, não só mudam o perfil do bairro – de portuário, industrial e ferroviário, onde residiam seus operários – para um bairro onde predominam prédios residenciais, como também reafirmam uma característica bastante antiga, de ser local de passagem. A falta de equipamentos públicos de saúde, educação e lazer, faz com que os moradores do bairro não o identifiquem como tal, todos a ele se referindo como Barreto ou como Fonseca.

Como problemas ambientais dignos de nota, destaca-se a poluição decorrente do excessivo número de veículos que trafegam pelo bairro, principalmente na Avenida do Contorno e a poluição das águas da Baía de Guanabara.

Continuar lendo Santana

São Domingos

Os limites de São Domingos são as águas da Baía de Guanabara e os bairros do Centro, Ingá, Boa Viagem e Gragoatá, com os quais se confunde pelos fatos marcantes de sua história.

Sua área total é das menores (0,69Km²), comparada a de outros bairros do município, mesmo com o grande acréscimo do aterro em seu litoral. Sua paisagem natural está praticamente destruída, nada restando da vegetação e das praias que proporcionavam um clima agradável e que tanto encantaram e atraíram os que para cá (Banda d’Além)vieram a passeio, curar suas enfermidades, morar e se estabelecer; ou que conheceram de passagem, em direção a outros locais.

São Domingos é um dos bairros mais antigos de Niterói e nele aconteceram fatos significativos, que marcaram a história da cidade. Caminhando pelas suas ruas, observando edificações e praças, fica evidente a convivência e o contraste entre o passado e o presente.

Área pertencente à Sesmaria dos Índios, foi ocupada de forma semelhante a outros locais da cidade. Nela, o colonizador português nela se estabeleceu, chegando a existir no local propriedade agrícola com plantação de cana-de-açúcar e um engenho, além de uma capela, a atual Igreja de São Domingos.

A sua localização, ponto próximo da cidade do Rio de Janeiro e suas características geográficas naturais – as praias tranqüilas, a pequena planície entre os morros e o mar – favoreceram a ocupação e o aparecimento de um povoado em torno do largo de São Domingos, ainda no período colonial. Alguns fatos contribuiram para esta ocupação: o porto de atracação e a visita de D. João VI.

O principal meio de transporte e comunicação entre os diferentes locais era o marítimo. No litoral da Baía de Guanabara existiam diversas pontes de atracação. Do lado de cá existiam pontes de São Domingos a Guaxindiba (São Gonçalo), de onde partiam os caminhos que conduziam ao interior.

Em 1816, D. João VI acompanhado por outros membros da Corte, passou uma temporada em São Domingos. Para melhor abrigá-lo, um rico comerciante de escravos, proprietário de vários imóveis, presenteou o monarca com um casarão de três andares que passou a ser chamado de Palacete – no largo de São Domingos.

Esta visita de D. João VI foi um fato marcante para o desenvolvimento de Niterói, facilitando o processo de elevação do povoado à condição de Vila Real. O Alvará Régio estabelecia que a sede da Vila deveria ser erguida “no lugar chamado de São Domingos da Praia Grande”. Em virtude do acanhado espaço do largo de São Domingos para erigir o Pelourinho (símbolo da autonomia), a Casa da Câmara e a Cadeia, a sede da Vila foi deslocada para outro local, o antigo Campo de Dona Helena, na parte voltada para a rua da Conceição.

Mesmo não tendo sido escolhido como sede da Vila, por todo o séc. XIX e início do séc. XX, São Domingos continuou sendo um dos locais de maior significação da cidade de Niterói. Alguns fatos merecem ser destacados:

1º) Os caminhos naturais por entre os morros do bairro têm seus antigos nomes referendados nos primeiros planos de urbanização da cidade (no início do séc. XIX) sendo gradativamente arruados, pavimentados e iluminados, inicialmente a óleo de baleia. A estes foram acrescidos novos caminhos, destacando-se a extensão da rua da Praia (Visconde do Rio Branco) ao longo do litoral, com o corte de morros, derrubada de imóveis, o arruamento e construção do cais, que permitiram e facilitaram o deslocamento de pessoas e mercadorias. Transitavam também os bondes de tração animal e depois elétrica, nas suas rotas em direção ao Centro, Ingá, Icaraí, etc.

2º) Com a criação do Município Neutro, Niterói passou a ser a nova capital da Província do Rio de Janeiro (1835). O lugar escolhido para abrigar os primeiros presidentes da Província foi o antigo Palacete.

3º) Em torno do largo de São Domingos, atual praça Leoni Ramos, prédios residenciais foram construídos, abrigando o endereço de diversos nomes ilustres da Província. Também no bairro, considerado um subúrbio do Centro no século passado, estabeleceram-se negócios como armazéns de secos e molhados, farmácias – com médicos e armarinhos; colégios, hospital, hotéis e pensões, gráficas e outros.

4º) A regularização das comunicações entre o Rio e Niterói, necessária pelo grande movimento de passageiros e mercadorias, passou a existir através da concessão do serviço de navegação a particulares que recorreram a barcos a vapor. Esses vapores atracavam para embarque e desembarque na Praia Grande e em São Domingos. As embarcações e os bondes funcionavam com horários sincronizados, para melhor atendimento aos usuários. Em São Domingos, a Companhia Cantareira possuia um estaleiro para reparos, em embarcações.

5º)Já possuidor de feição residencial, companhias estrangeiras (inglesas e alemães) estabelecidas no Rio de Janeiro escolheram São Domingos e os atuais bairros vizinhos como local de moradia de seus funcionários. Os estrangeiros introduziram novas práticas esportivas ligadas ao mar, especialmente o remo e a vela. Eles foram responsáveis pelo aparecimento de clubes como o Audax (remo) e o Iate Clube Brasileiro, o primeiro clube de vela do Brasil.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Com a expansão urbana em direção a outros pontos, principalmente à chamada “zona sul”, ocorreu uma certa estagnação no bairro, que atualmente apresenta sinais de reversão.

Alguns anos atrás passeando por São Domingos, a sensação que se tinha era de um lugar ainda agradável mas parado no tempo, que não acompanhara a evolução que havia atingido o restante da cidade. Prédios antigos mal conservados e em ruínas, alguns transformados em cortiços; o estaleiro desativado e abandonado, a praça sem vida e precisando de conservação. O bonde, retirado de circulação, também já não passava mais por São Domingos.

A área do bairro mais próxima ao Centro e ao Ingá foi ocupada mais intensamente: casas e novos prédios começaram a surgir. As faculdades de Medicina(na rua Hernani Melo)(e Odontologia (no Valonguinho) são implantadas, bem como o Instituto Anatômico, no morro São João Batista, antecipando o futuro que viria caracterizar o bairro como sede de equipamentos de caráter sócio-educativo. Também foi construído o Grupo Escolar Getúlio Vargas, onde veio a funcionar o Instituto de Educação de Niterói, depois denominado Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho – reformado e ampliado para atendimento de novas exigências educacionais.

Em relação às atividades esportivas, destaca-se também a criação do Canto do Rio Foot Ball Club, importante agremiação desportiva e social da cidade.

Na década de 70 uma obra prevista nos planos de urbanização é executada parcialmente, mudando inteiramente o litoral do bairro: é o Aterro da Praia Grande. Desaparecem o antigo cais, as pontes de atracação (as barcas há muito tempo não paravam em São Domingos) e as praias. Com a obra, montes de pedras e terra impediam que se avistassem as agora distantes águas da baía. Só nos anos 80 e 90 foi ativada a ocupação e urbanização das terras ganhas ao mar. Uma grande área é cedida a Universidade Federal Fluminense (UFF) e novos prédios da universidade são erguidos no aterrado, no Valonguinho e no morro de São João Batista. É construída a Praça de Eventos de São Domingos, com a Concha Acústica.

Todo esse processo de ocupação deixa evidente quatro áreas no bairro:

1ª) Em torno do largo de São Domingos. Casarões e antigos estabelecimentos são transformados em bares, restaurantes e livraria, tornando-se opção de lazer para boêmios e intelectuais, turistas, professores, funcionários e alunos da Universidade. Nesta área também funcionam tradicionais instituições de ensino.

2ª) A parte interior do bairro, mais residencial. Nesta área é expressiva a presença de uma das mais belas residências da cidade – o Solar do Jambeiro – exemplar excepcionalmente representativo da arquitetura urbana da segunda metade do século XIX, tombado pelo SPHAN em 1974, como meio de garantir a sua preservação.

3ª) A área mais próxima ao Centro. Além do Valonguinho, que abriga diversos setores da UFF, podem ser observados nesta área diferentes estabelecimentos comerciais, principalmente ao longo da rua Visconde do Rio Branco.

4ª) O aterrado, a área mais nova. Compreende além do campus da UFF, o CIEP Geraldo Reis e a Praça de Eventos. Nesta área observamos ainda a fachada remanescente do antigo prédio dos estaleiros da Cia. Cantareira e Viação Fluminense. Fachada de inegável valor histórico onde será erguida a Estação Livre da Cantareira, iniciativa da Prefeitura, que se propõe a ser um shopping cultural.

O bairro de São Domingos, juntamente com Gragoatá e Boa Viagem, forma uma Área de Preservação Ambiental e Urbana ( APAU)(*10) – definida como tal pelo Plano Diretor da cidade, transformado em lei que foi promulgada em dezembro de 1992.

Para as APAUs já foram produzidos três decretos e uma lei que determina, por exemplo, as condições de ocupação e uso do solo; regulamenta a colocação de letreiro, cartazes e anúncios; bem como prevê a concessão de incentivos fiscais para conservação e manutenção dos imóveis de interesse histórico ou arquitetônico.

Continuar lendo São Domingos

São Francisco

As primeiras referências encontradas na literatura e nas cartas geográficas sobre o bairro de São Francisco datam do séc. XVII e dizem respeito à capela de São Francisco Xavier.

A pesca na enseada, farta e de grande variedade, sempre foi importante meio de sustento tanto para os indígenas, ocupantes originais do bairro, quanto para os portugueses — que os sucederam. A enseada (Saco) de São Francisco pode ser observada na Carta Topográfica de 1833, onde encontra-se assinalada também a localização da estrada que cortava Icaraí e subia o Morro do Cavalão.

Posteriormente, em 1836, um croqui a lápis mostrava a continuação dessa estrada que seguia próxima a praia do Saco e atravessava a foz do rio Santo Antônio, ponto conhecido até poucas décadas atrás como Boca do Rio. O Santo Antônio corre hoje no centro da Avenida Presidente Roosevelt — canalizado — em toda a sua extensão. Nesse croqui também é assinalada a presença de outro rio, o Tabuatá ou Taubaté, hoje, também canalizado, cuja foz desembocava ao lado do Marco das Terras dos Jesuítas.

Esta estrada que vinha de Icaraí, através do Morro do Cavalão, bifurcava-se: parte seguia para o interior, rumo Leste, atravessando a Fazenda de São Francisco Xavier e o Morro da Viração até a descida, quase abrupta, em Piratininga. A outra parte contornava a base do morro da velha capela de São Francisco Xavier e atingia a praia de Charitas.

Quem precisasse ir de Icaraí a São Francisco, naqueles tempos remotos, certamente preferia fazê-lo por mar. A estrada então existente era precária e utilizá-la implicava em riscos diversos. Sendo, do ponto de vista da formação do relevo, um grande vale, o bairro de São Francisco teve as suas terras inicialmente ocupadas pelos jesuítas. Através de escravos eles extraíam madeira da floresta e a embarcavam para a sede da congregação, no Rio de Janeiro. Com a expulsão dos Jesuítas, a fazenda onde estavam instalados foi desmembrada e um dos novos proprietários das terras daí surgidas foi a família Menezes Fróes. A Estrada Fróes, custeada pelo major Luis José de Menezes Fróes, foi construída para facilitar o escoamento da produção da fazenda no Saco de São Francisco. A estrada significou nova e importante ligação com Icaraí.

Posteriormente a área foi parcelada em aproximadamente seis grandes loteamentos, sendo que o maior deles chegou a ter em torno de 1.500 lotes e chamava-se Fabio Estephanea.

Por volta de 1940, São Francisco era pouco habitado, com uma paisagem típica de restinga e vegetação abundante nas encostas. Os bondes elétricos, por esta época, alcançavam o bairro através da estrada Fróes. O Lido, restaurante e hotel, era o local preferido pelos moradores do bairro e também pelos niteroienses amantes de sossego e de bom papo, nos momentos de descontração e lazer.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Local privilegiado de moradia, o bairro de São Francisco com suas residências unifamiliares, quase sempre com quintais, apresenta uma configuração urbana não encontrada em outros bairros do município.
Suas ruas são paralelas e perpendiculares a dois eixos principais: a Avenida Rui Barbosa, também conhecida como Estrada da Cachoeira e a Avenida Presidente Roosevelt, a rua do Canal. O comércio está circunscrito à Avenida Rui Barbosa, apresentando-se variado no atendimento às primeiras necessidades. As casas noturnas — bares, restaurantes e boates — concentram-se na Avenida Quintino Bocayuva, ou seja, na orla marítima.

O bairro possui uma agência bancária e um caixa eletrônico que funciona 24 horas. Quanto ao setor educacional, algumas escolas, creches e jardins de infância particulares de renome aí estão sediadas, contando também com uma grande escola pública estadual.

A maternidade existente no bairro é particular, prestando serviços hospitalares a entidades conveniadas.

Os coletivos que atendem ao bairro circulam pela Avenida Rui Barbosa (linha 32 — Cachoeiras/Centro) ou através da Avenida Presidente Roosevelt, com linhas que se dirigem a outros bairros, especialmente da Região Oceânica: linhas 37 (Largo da Batalha), 38 (Itaipu), 46 (Várzea das Moças) e 48 (Rio do Ouro). Essa avenida é um importante corredor viário da cidade. A linha 17 serve especificamente ao bairro, trafegando pela orla marítima. Existem ainda alguns ônibus que se dirigem ao município do Rio de Janeiro e que também servem ao bairro: Gávea, Galeão, Penha, Madureira, Centro. Também passam pela praia de São Francisco linhas de ônibus que se dirigem a outros bairros do município: a 62 (Fonseca) e a 33 (Jurujuba).

Quanto ao lazer, com uma enseada privilegiada, o bairro é intensamente procurado para práticas náuticas, principalmente vela e motonáutica, contando com vários clubes especializados nessas modalidades esportivas, ao longo da Estrada Fróes, principalmente.

Entre os clubes, todos de boa categoria citaremos o Iate Clube Brasileiro por ser um dos mais antigos clubes de iatismo do Brasil. Na praia de São Francisco, em suas areias e no calçadão, existe consagradamente a prática de vários esportes não só pelos moradores do bairro como também pelos aficcionados de outros locais. Também exerce atração o Clube Hípico, entidade localizada nos limites do bairro, porém de abrangência mais ampla, utilizado pelos praticantes não só do hipismo, como também do tênis e do futebol.

Os acessos atuais mais usados atravessam dois túneis cavados no Morro do Cavalão,criados como alternativa a estrada Fróes.

Ainda como local de lazer, há de se assinalar a presença do Parque da Cidade, situado na parte mais alta do Morro da Viração, entre os bairros de São Francisco, Charitas, Piratininga e Maceió. O parque tem um mirante a 260 metros de altitude e reúne algumas ruínas que, especula-se, fizeram parte de um posto de guarda português construído por volta do séc. XVI. Sua beleza cênica, as rampas de vôo-livre, as provas esportivas e um lugar tranqüilo para lazer, conferem ao Parque papel de destaque no turismo da cidade. Apontado pelo Plano Diretor de Niterói como unidade de conservação, sua cobertura vegetal funciona como refúgio para inúmeras espécies animais e vegetais típicas, comprimidas nesses espaços pelo avanço urbano.

Localiza-se no bairro, num outeiro, um dos principais pontos histórico-turístico de Niterói: a igrejinha de São Francisco Xavier, constituída pelos jesuítas nos primeiros tempos da colonização.

Continuar lendo São Francisco

São Lourenço

São Lourenço é um marco na história de Niterói e andar por suas ruas é retornar ao passado. A reação aos franceses que invadiram a Baía de Guanabara, em 1555, originou o povoamento na área. Na luta sobressaíram-se Estácio de Sá, Mem de Sá e o Cacique Araribóia, chefe dos índios da tribo Temiminós. Expulsos os franceses e por sua lealdade aos portugueses, Araribóia ganhou uma sesmaria nas terras onde seria erguida a cidade de Niterói. Ao instalar-se nelas, escolheu o morro de São Lourenço para construir o seu aldeamento principal devido a visão estratégica da Baía, possibilitando vigilância constante.

No bairro está a mais antiga igreja da cidade, a Igreja de São Lourenço dos Índios, localizada no outeiro do mesmo nome. O seu altar – com a estrutura quase toda em pau-brasil – e o seu piso, são ainda originais da época da construção. Segundo consta, a igreja foi erigida em 1627. A princípio existia uma capela cuja construção foi iniciada no século XVI pelo jesuíta Braz Lourenço. Sendo um dos mais belos templos em estilo colonial do país, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Dois túneis subterrâneos que existiam sob a Igreja foram destruídos na década de 60.

Já se tornou tradição todos os anos, no dia 22 de novembro, comemorar com missa nesta igreja o aniversário de fundação de Niterói. Nesta data, em 1573, o Cacique Araribóia, já então batizado com o nome de Martim Afonso de Souza, tomou posse oficialmente da Sesmaria que lhe foi doada.

No alto do morro de São Lourenço, no largo em frente a igreja, os índios enterravam os seus mortos. Por isso o local foi batizado pelo povo de Cemitério dos Caboclos. A Freguesia de São Lourenço progrediu e estendeu-se aos poucos, sendo ocupadas por fazendas de cana-de-açúcar, mandioca, fumo e outras culturas, porém o progresso que vinha do outro lado da Baía de Guanabara iria ocorrer, preferencialmente, na parte mais plana, em locais facilmente alcançáveis por mar.

No séc. XIX, com a política de expulsão dos jesuítas da metrópole e colônias adotadas pelo Marques de Pombal, a Aldeia de São Lourenço era o único local, próximo ao Rio de Janeiro, onde ainda se encontravam remanescentes das tribos indígenas. Estes viviam da pesca, da caça e da coleta de frutos abundantes e também teciam e produziam cerâmicas. Esses índios, com o processo de aculturação, aos poucos foram absorvendo a cultura e as profissões dos colonizadores europeus. A população da aldeia foi progressivamente diminuindo até que, em 1866, o Governo Provincial decide extinguir o povoado.

A enseada de São Lourenço, com o passar dos anos, foi se tornando cada vez mais rasa não só pelo acúmulo de lodo, como também pelo papel de vazadouro de lixo da cidade que cumpria.

Com o projeto de construção de um cais, a área foi finalmente aterrada, inaugurando-se o Porto de Niterói na década de vinte, cuja área atual pertence parte ao bairro de Santana, parte à Ponta D’Areia.

Da enseada de São Lourenço até Maruí havia, outrora, empresas industriais e comerciais variadas. Na rua São Lourenço , importantes estabelecimentos comerciais (atacadistas) e industriais instalaram-se graças a proximidade do porto e da ferrovia.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Na parte baixa do bairro encontra-se a rua São Lourenço para onde convergem as ladeiras do outeiro. Nesta rua ainda coexistem o tradicional e o moderno. Marcada pela existência de velhas construções, que eram utilizadas para fins comerciais e industriais, alguns destes prédios foram reformados e são utilizados em novas atividades econômicas. Outros, em estado muito precário, são usados como moradia. Alguns foram derrubados e deram lugar a estabelecimentos comerciais sofisticados. Observa-se ainda a existência de pequenas indústrias como serrarias, marmorarias, etc.

Em meio a estas “modernidade”, ainda se encontram a antiga barbearia, de muitas gerações, e os botequins que servem média de café e leite com pão. Na Farmácia São Lourenço, médico e farmacêutico sempre trabalharam juntos. Hoje ela é uma das duas remanescentes, dentre as cinco que existiram desde os anos 30. São Lourenço já foi o bairro de Niterói a possuir o maior número de farmácias. A Farmácia São Lourenço foi fundada em 1928 e preserva até hoje a decoração original, com o seu mobiliário em madeira, estilo da época.

O Posto de Saúde Carlos Antonio da Silva, conhecido historicamente pelos usuários e população em geral como Posto de Saúde São Lourenço encontra-se localizado, na realidade, no bairro do Centro e atende não só aos moradores do local, como também aos dos bairros vizinhos.

Em relação à questão de infra-estrutura, o bairro é servido por várias linhas de ônibus que se dirigem a outros bairros, fazendo por ali seus itinerários. Na parte alta existe uma linha específica que atende aos moradores do outeiro.

Consoante à prestação de serviço educacional, o bairro possui o Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, situado na parte baixa. No outeiro não existem escolas.

Existem poucos espaços para expansão imobiliária; as ruas são estreitas, com exceção da rua São Lourenço. Alguns dos espaços vazios encontrados são devido a residências abandonadas e depósitos desativados, usados pela antiga zona portuária e pela empresa ferroviária que funcionou até a segunda metade do séc. XX.

A paisagem remanescente caracteriza o bairro como sendo antigo, cuja população é predominantemente constituída de pessoas nascidas no próprio local, além de imigrantes nordestinos que chegaram ao bairro na década de 70.

São igualmente localidades do bairro: parte do Morro Boa Vista, cujo acesso faz-se também pelo Fonseca – e o Aterrado de São Lourenço, em parte ocupado por moradores oriundos da favela do Sabão.

Na área do aterrado também funcionam ou já funcionaram diversos órgãos públicos: O Detran, o Tribunal de Contas do Estado, uma Policlínica, a garagem da EMOP e o antigo Mercado Municipal de Niterói. Mais recentemente um conjunto residencial foi construído por uma carteira habitacional.

Um dos problemas apontados pelos moradores diz respeito ao transbordamento de um canal existente no bairro, que mesmo após retificações ainda acarreta transtornos.

Continuar lendo São Lourenço

Sapê

O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha.

O nome Sapê, de acordo com depoimentos de antigos moradores, vem do fato de ter havido no passado sapezais naquele local. O bairro começou a surgir a partir de área que conhecida como Fazendinha, mas desenvolveu-se em outra direção e a Fazendinha atualmente é uma das localidades que compõem o Sapê.

Devido ao crescimento das periferias, fato comum nas grandes cidades, o local passou também a atrair contingente populacional principalmente a partir da década de 70 (10,42%). A população está distribuída ao longo da estrada Washington Luiz (antiga estrada do Sapê), principal via de acesso, que se inicia no Largo da Batalha e atravessa todo o bairro fazendo a ligação com o Caramujo e Santa Bárbara.

Quanto à estratificação social, observa-se nas proximidades da estrada Washington Luiz, predominância de edificações de padrão construtivo médio, que associada aos condomínios Ubá V, Sítio das Orquídeas e o imenso Orquídeas II (ainda em construção), acabam mascarando a realidade do bairro. A maior parcela da população concentra-se em bolsões de favelização nas localidades de Mato Grosso, Fazendinha, Buraco, Pedro, Cambaxirra, Armazém Novo, Rodo e Falinha.

O grande crescimento demográfico do bairro ocorreu no período de 70-80, quando foi o terceiro de maior taxa anual de crescimento – 10,42% – no município, fato comum a outros bairros da região. Este fato também coincidiu com a pavimentação de sua principal via de acesso, a estrada Washington Luiz. Em contraposição, no período seguinte, 80-91, o bairro apresentou resultado negativo, -0,46%. Mas é necessário considerar também a reorganização dos setores censitários, com vista ao decreto número 4.895 de 1986, que criou novos bairros, entre eles o Sapê.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

O comércio do Sapê é limitado em número de estabelecimentos e na diversificação de ramos comerciais, contando apenas com padarias, “biroscas”, bares e lojas de material de construção. A população do Sapê, como a de muitos outros bairros próximos, recorre ao farto comércio do Largo da Batalha para suprir as suas necessidades.

O Sapê conta com a Escola Municipal Levi Carneiro, única do bairro, que atende da classe de alfabetização à 8ª série do 1º grau e atrai ainda, estudantes de bairros vizinhos. Após a conclusão do 1º grau, os estudantes são levados a procurar as escolas do Centro da cidade ou de outros bairros para prosseguirem os seus estudos. Conta ainda, com duas creches: uma funcionando na sede da Associação de Moradores e a Creche Berçário Mariozinho Gomes. No tocante à saúde, há o Hospital Maria de Magdala, que é exclusivo ao tratamento de doentes da AIDS.

É notada a insuficiência de telefones públicos. A infra estrutura urbana não acompanhou o crescimento do bairro, verificado principalmente nas localidades de mais baixa renda.

O transporte coletivo no bairro é considerado deficiente pelos moradores, principalmente em relação aos horários e número de veículos em circulação, sobretudo no horário noturno.

Registra-se a ampla disponibilidade de terras, o que já está propiciando o surgimento de condomínios fechados e de loteamentos para segmentos de classe média. O relevo suavemente ondulado com áreas verdes remanescentes, algumas minas d’água etc., são elementos atrativos que sustentarão a expansão.

Continuar lendo Sapê

Tenente Jardim

O bairro cresceu onde outrora existiu a fazenda pertencente à família Jardim: Juvenal Jardim (Tenente da Marinha do Brasil) e a sua mulher, uma francesa de nascimento. Estabelecidos no final do século passado, o casal residia no prédio onde mais tarde se instalaria o Colégio Monsenhor Uchôa. A fazenda produzia para consumo próprio e o pequeno excedente era comercializado nas imediações. Uma pequena fração foi doada para a construção da Igreja de São João Batista, que transformou-se no núcleo original de povoamento do bairro.

O antigo caminho usado para escoamento dos excedentes agrícolas, que saindo da fazenda descia em direção à rua Dr. March, transformou-se na principal via de acesso ao bairro, urbanizada e pavimentada por interferência direta do Comando do antigo 3º Regimento de Infantaria, atual 3º BI (Batalhão de Infantaria) . A unidade militar sempre usou o Morro do Castro – situado entre o Fonseca e o Baldeador, e alcançado através de Tenente Jardim – como área de exercícios. Da ocupação radial desta via surgiu, efetivamente, o traçado urbano do bairro, que foi sendo ocupado lentamente. Esta ocupação atingiu o seu apogeu por volta de 1950, quando veio a se consolidar o desmembramento da fazenda.

Aos moradores fixados há tempos, progressivamente juntam-se os seus descendentes e os poucos terrenos disponíveis não são suficientes para atender a demanda. Vale lembrar, que do ponto de vista geográfico, o bairro está localizado em um vale, o que também serve para reduzir a oferta de terrenos para a construção.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Em relação ao padrão construtivo, notam-se duas categorias distintas: a parte baixa do bairro é ocupada por residências antigas de alvenaria e a medida que nos encaminhamos para a parte mais elevada, o padrão das residências decresce. Embora continuem a existir construções de alvenaria, observa-se a presença de auto-construções, com espacialização mais desordenada.

O comércio do bairro não tem muitas opções, destacando-se os mini-mercados, quitandas e bares que se localizam principalmente na rua Tenente Jardim, via principal do bairro. Os demais setores da economia são representados por uma transportadora e uma serralheria, entre outros.

Observa-se que existe pavimentação não só na via principal como também em algumas transversais localizadas na parte baixa do bairro. A rede coletora de esgotos é precária, sendo estes lançados na rede de águas pluviais, em sua maior parte.

Quanto ao aspecto educacional, o bairro possui uma escola localizada em seus limites: a E.M. Tiradentes, e é atendido também pelas localizações no Morro do Castro ou no vizinho município de São Gonçalo – separado de Tenente Jardim por apenas uma rua. As localizadas no Morro do Castro são a E.M. João Brasil e a E.M. Governador Roberto Silveira. Também o posto de saúde que serve à comunidade está localizado no Morro do Castro, que, como já foi dito anteriormente, distribui-se entre os bairros do Fonseca e do Baldeador.

O abastecimento de água é feito pela rede geral, na parte baixa e a coleta de lixo é feita parcialmente no bairro.

O rio Bomba, marco divisório entre Niterói e São Gonçalo, hoje em dia não passa de um valão degradado e sujo.

Como atividade sócio-cultural e religiosa destaca-se a festa do Dia da Criança, com desfile escolar pelo bairro seguido de lanche comunitário e a festa do padroeiro São João, com procissão e missa festiva.

Como característica urbana marcante e reveladora de tendência observa-se, pela vizinhança do Tenente jardim com o município de São Gonçalo, uma complementaridade das atividades desenvolvidas nesses locais, muitas vezes desconsiderando-se os limites administrativos e institucionais, peculiar de áreas metropolitanas.

Continuar lendo Tenente Jardim

Várzea das Moças

A região denominada Várzea das Moças, nome mais poético entre os bairros da cidade, tem sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de 6 moças.

A principal atividade era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões. O grão chegava “in natura”, era seco e ensacado no local e daí enviado aos centros urbanos, sendo distribuído pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do Estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60.

Como em todo o Estado, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo a mesma transformado-se na Cerâmica Rio do Ouro (CROL), que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas.

A sede da fazenda encontra-se no lado de São Gonçalo, onde fica o parque fabril da Cerâmica, estando sua loja de vendas do lado de Niterói.

Pela divisão de bairros realizada em 1986, estas instalações ficaram no Rio do Ouro mas, face a sua importância para o local, a incluímos em Várzea das Moças. A paisagem era, portanto, rural, característica esta que, de certa forma, mantêm-se até os nossos dias, apesar do bairro encontrar-se inserido no perímetro urbano do município. As tropas de animais eram freqüentes no transporte de cargas e de pessoas; e o deslocamento para o Centro de Niterói realizado esporadicamente, o que dava ao bairro certo caráter de auto-suficiência em relação ao centro urbano da época.

Segundo os dados do Censo Demográfico do IBGE de 1991, a população residente do bairro de Várzea das Moças representa cerca de 0,34% da população de Niterói.

CARACTERÍSTICAS URBANAS E TENDÊNCIAS:

Além da cerâmica citada anteriormente, o bairro apresenta mais três indústrias de porte: Cerâmica Itaipu Ltda. (ITACOR); uma fábrica de tintas e uma fábrica de móveis.

O comércio é pouco diversificado, restringindo-se ao núcleo central do bairro.

Localiza-se em Várzea das Moças duas entidades filantrópicas: Resgate – Reabilitação de Toxicômanos e o Lar Batista – orfanato e asilo de idosos.

Como em toda a região encontramos muitos sítios, alguns apenas para lazer, outros com alguma produção agrícola (frutas cítricas, caquis, abacate, cana, hortaliças, tubérculos etc.), sendo também que já foi expressivo no bairro o fabrico de esteiras, cipós, chapéus e jacás.

Um problema contido com a instalação da CROL foi o desmatamento que ocorria na região. Algumas madeiras nobres eram encontradas: cedro, vinhático, canelas, ipê etc.

As principais reclamações dos moradores são quanto ao transporte, segurança e telefones públicos. Na tentativa de solucionar alguns destes problemas, foi fundada em 1989 a associação de moradores do bairro.

Na antiga sede da fazenda existe uma capela que está desativada, onde, até recentemente, missas, casamentos e batizados eram realizados, pelo padre da diocese do Rio de Ouro.

Quanto aos equipamentos públicos relacionados à educação, são encontrados em Várzea das Moças quatro escolas, sendo que três estaduais e uma municipal, que atendem ao 1º grau.

O bairro é medianamente servido de infra-estrutura básica, porém, sem instalação ligada à rede geral e com coleta de lixo que não alcança toda sua extensão.

Continuar lendo Várzea das Moças

Viçoso Jardim

O bairro faz limite com Fonseca, Cubango, Caramujo e Ititioca integrando. Situa-se no interior do maciço costeiro numa área conhecida como “mar de morros”.

Os primeiros registros de ocupação remontam à antiga Fazenda do Saraiva, onde os trabalhadores exerciam ofícios diferenciados e pertinentes às atividades agrícolas. Este núcleo original de povoamento atrai para o lugar comerciantes portugueses que iriam montar mercearias, as “vendas” de antigamente. Vamos encontrar pelo bairro marcas da presença portuguesa, como por exemplo nos nomes das travessas Alice e Odete, dados por um português em homenagem às suas filhas, ou no próprio nome original do bairro – “Venda das Mulatas” – que, segundo moradores, seria oriundo da presença de um português dono de uma “venda” e de suas três filhas mulatas. Poderíamos identificar cronologicamente esta presença lusitana a partir da década de 30, porém foi somente na década de 60 que o bairro viveu o seu período de ocupação mais intensa.

Atualmente podemos observar que apenas uma pequena parte da Fazenda do Saraiva foi ocupada, fruto de acordo entre seu proprietário e os moradores locais, pois a mesma não foi oficialmente loteada.

Quanto à lixeira que existia no bairro, originalmente localizada em um terreno baldio, foi sendo acrescida de dejetos até que assumiu proporções gigantescas, transformando-se no grande vazadouro de lixo da cidade. Sua transferência para outro local se deu no início da década de 80 e esta área, onde a lixeira se encontrava é, ainda hoje, marcada pela degradação ambiental que tal atividade acarreta. É neste local que vamos encontrar a travessa São José, que concentra uma população de baixa renda.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Um comércio incipiente, composto basicamente de bares e mercearias, acrescido de oficinas mecânicas e borracharias além de uma fábrica de antenas parabólicas, são, praticamente, as atividades econômicas que encontramos no bairro. Em relação ao setor educacional, destaca-se a presença de uma escola municipal.

O transporte coletivo para o bairro é feito por apenas uma linha de ônibus, que aí tem localizada a sua garagem. As opções de interligação com outros locais só melhoram nas proximidades do Cubango.

A principal via do bairro possui tráfego intenso por ser corredor de passagem para as regiões de Pendotiba e Oceânica.

Quanto aos serviços básicos de infra-estrutura, a iluminação pública só existe nas vias principais. Verifica-se a existência de água potável na maioria das moradias, embora a rede coletora de esgoto seja insuficiente para a demanda do bairro.

A antiga localização da lixeira é responsável pelo principal problema ambiental que o bairro enfrenta: o chorume (líquido resultante da decomposição da matéria orgânica encontrado nos depósitos de lixo acumulado) que escorre pelo local. A existência de favelas, como a do Morro do Bumba, sinaliza para um outro problema, que é a ocupação desordenada de seus espaços.

Por ser um bairro periférico, cujos os espaços foram ocupados à partir do Cubango, possui perfil relativo à esta formação, com residências unifamiliares, muitas frutos de auto-construção.

Com população de padrão econômico tendendo para baixo – muitos exercem atividades no setor informal – esta não se identifica historicamente como morador do Viçoso Jardim, pois a sua constituição enquanto bairro só ocorreu em 1986, portanto, muito recentemente.

Continuar lendo Viçoso Jardim

Vila Progresso

Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços… Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro.

Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra Grande, encontramos jazidas minerais de quartzo e feldspato, numa área com vegetação bastante preservada, drenada por pequenos rios. No Coração da Pedra localiza-se a casa que pertenceu a Getúlio Vargas e que era usada para lazer nos finais de semana. O açude, ainda presente no local, localiza-se em propriedade particular e foi outrora pertencente a família Brígido Tinoco. Seu proprietário, antigo oficial da Marinha Mercante, construiu uma casa em forma de barco e pensava explorar turisticamente o local.

No bairro localizava-se uma rinha de galos cuja freqüência era intensa em dias de função e que atraía aficionados de toda a região.

Do loteamento original, um terreno foi cedido para criação de uma cooperativa de moradores, com finalidade de abastecimento de alimentos à preços subsidiados. Neste terreno, atualmente, encontra-se instalado o posto da Polícia Militar do bairro.

Notável também era o presença do popular “Armazém do Zeno”. Figura conhecida na região, o Zeno mantinha um caderno onde anotava as despesas dos fregueses e seu estabelecimento era ponto referencial para quem se movimentava pela estrada Caetano Monteiro.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Vila Progresso possui função predominantemente residencial, sendo a maioria dos terrenos de propriedade particular, devido inclusive ao parcelamento da terra através de herança.

O bairro apresenta um comércio incipiente localizado, basicamente, na estrada Caetano Monteiro, que emprega trabalhadores oriundos de bairros vizinhos e do vizinho município de São Gonçalo. Em alguns sítios podemos observar a criação de pequenos animais como rãs e cabras e o adestramento de eqüinos.

Quanto ao saneamento básico, nem o abastecimento d’água nem o esgotamento sanitário são feitos majoritariamente através de rede geral. Nota-se a presença maciça de poços e nascentes pois a área ainda preserva seus mananciais hídricos.

As vias não são pavimentadas, apenas a antiga Avenida Nelson de Oliveira e Silva(*1) , eixo de concentração dos domicílios, a maioria de alto padrão construtivo.

A cobertura vegetal é ainda exuberante e Vila Progresso, como ademais toda Região de Pendotiba que se estende pela estrada Caetano Monteiro, possui temperatura agradável durante todo ano. Há de se assinalar que não existe ainda grandes impactos ambientais na área.

O setor educacional encontra-se representado pela Escola Estadual Felisberto de Carvalho e por escolas particulares de renome.

O Country Club de Niterói – importante clube campestre do município – assim como a presença de algumas casas de shows noturnos, seriam exemplos de locais de lazer que começam a se concentrar no bairro. Há de se assinalar também, que na sede da fazenda original, atualmente funciona uma associação recreativa para funcionários de um grande banco.

Continuar lendo Vila Progresso

Viradouro

Constituído como bairro em 1986, o Viradouro é um prolongamento de Santa Rosa. Com uma área de 0,87Km², limita-se com Ititioca, Largo da Batalha, Cachoeiras, São Francisco, além de Santa Rosa, bairro que lhe deu origem. A rua Dr. Mário Viana, principal artéria de Santa Rosa, era conhecida como rua do Viradouro no trecho próximo a Garganta, nome popular da subida do Morro da União.

Localizado entre dois morros, o do Africano e o da União, o bairro é de ocupação recente. Nos anos 40 e 50 viviam no local umas poucas famílias, segundo relato dos moradores mais antigos. Fato interessante desta época era a forma de “grilagem” que acontecia no local: como os terrenos eram de posse, havia um proprietário de armazém, Sr. José Lopes, mais conhecido como José do Lápis, que anotava as dívidas,principalmente de gêneros alimentícios, das famílias residentes. Estas dívidas conforme se avolumavam, eram trocadas pela posse das terras e até das benfeitorias, fazendo com que o comerciante se transformasse em grande proprietário de terras.

No período do pós-guerra, sobretudo nos anos 60/70, o Viradouro viu a sua população multiplicar. A sua área favelizada e a própria expressão espacial do bairro materializava a crise habitacional brasileira. No entanto, as residências que no passado eram de taipa, foram substituídas por alvenaria, com arquitetura própria.

A vida social se intensificou e diversos segmentos, inclusive a Igreja Católica (Vicentinos), incentivaram a organização dos moradores em uma associação, ponto de referência a mais para a defesa das condições de vida da comunidade. Na época o abastecimento de água era o elemento de maior mobilização, resgatando também o exercício da cidadania.

No final dos anos 70 é fundada a Associação de Moradores do Viradouro com área de abrangência no Morro da União, Africano e Alarico de Souza. Hoje associada a Federação das Associações de Moradores de Niterói (FAMNIT), a associação local é bastante atuante, destacando-se principalmente na luta pela titulação da terra.

Nos anos 80, com o agravamento da crise econômica brasileira e com o processo de urbanização acelerado, ocorre a metropolização da pobreza e a intensificação da violência urbana. Os reflexos dessa situação se fizeram sentir também no Viradouro.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

A ocupação do solo é desordenada e aproximadamente 60% das habitações estão em área de risco,(*1) principalmente no Morro do Africano, de formação geológica sedimentar. As habitações existentes apresentam-se, em sua maioria, sob a forma de auto-construção típicas de aglomerado subnormal. O bairro experimentou alguns melhoramentos graças a intervenções municipais como os projetos de mutirão “Vida Nova no Morro” e “Gari Comunitário” e a instalação de um módulo do programa “Médico de Família”. O Viradouro possui uma Escola Municipal, que atende da 1ª a 4ª série do 1º grau, um posto de saúde e uma grande instituição ligada a Igreja Católica que funciona como creche e atende as crianças da vizinhança.

Apesar da violência urbana, os moradores têm relações de solidariedade e de vizinhança. O convívio no bairro é alegre sendo, inclusive, berço, da maior escola de samba de Niterói – a Unidos do Viradouro, que tem hoje a sua quadra de ensaios situada no Barreto.

Continuar lendo Viradouro

Vital Brazil

O bairro, Vital Brazil, limita-se com São Francisco, Icaraí e Santa Rosa – sendo um prolongamento destes dois últimos. A área do Vital Brazil compreende pequena planície, cortada por pequenos rios que desembocam no rio Icaraí; e por encostas do Morro do Cavalão. A parte mais baixa era alagadiça, formando charcos, até que a canalização dos rios tornou possível às edificações no local.
Esta área outrora pertenceu às fazendas Santa Rosa e Cavalão, sendo que ao longo do tempo essas terras foram vendidas e parceladas, datando do final da primeira metade do séc. XX o processo de ocupação e formação do bairro.
O fato responsável pela denominação do lugar foi a transferência do Instituto Vital Brazil, que funcionava em Icaraí, para “instalações melhores” no bairro, numa grande área onde funcionara uma olaria(1919). O importante trabalho desenvolvido pelo Instituto, hoje estadualizado, sempre recebeu amplo apoio dos governos estadual e municipal. Inicialmente o Instituto limitava-se a fabricação de medicamentos para uso humano (soros antiofídicos e vacina anti-rábica), mas a partir de 1931 já preparava vacina anti-rábica para uso veterinário e outros produtos do gênero. Em 1943 foram inauguradas as atuais instalações do Instituto, contribuindo para a diversificação de suas atividades e reconhecimento internacional do seu trabalho. Anexo ao Instituto, foi criada a Faculdade de Veterinária, hoje pertencente à UFF.
O processo de ocupação ocorreu principalmente na segunda metade do séc. XX, intensificando-se nas últimas décadas, sobretudo pela ação de loteamentos (como por exemplo, o Jardim Icaraí) e pela cessão de terras do Instituto aos funcionários, para que construíssem suas moradias.3 Até alguns anos atrás as poucas casas do bairro eram entremeadas por inúmeros terrenos baldios.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS
A área ocupada pelo Vital Brazil é uma das menores de Niterói, sendo que parte situa-se nas encostas do Morro do Cavalão. Apresenta padrão construtivo semelhante à seus vizinhos, Jacaré e Santa Rosa com muitas casas de construção recente e de alto padrão, edifícios de apartamentos, além de área ocupada por favela.
Esta clara divisão social do bairro fez surgir duas associações de moradores, uma é a Associação de Moradores das Ruas do Vital Brazil (Amovir) e a outra à Associação de Moradores do Vital Brazil (Amovibra), que apresentam reivindicações diferenciadas refletindo a segregação espacial existente.
Na área ocupada pela classe média – parte baixa e encostas do Jardim Icaraí – as ruas são pavimentadas e arborizadas, o que dá ao local um aspecto agradável. A maior preocupação dos moradores está relacionada às questões ligadas à violência urbana. Na outra parte (Morro do Vital Brazil) as reivindicações dos moradores estão relacionadas a urbanização, saneamento básico, fornecimento de água e luz elétrica,5 e equipamentos educacionais.

Continuar lendo Vital Brazil

Estádio Caio Martins / Mestre Ziza

O Estádio Caio Martins ou Estádio Mestre Ziza é um estádio de futebol brasileiro pertencente ao Governo do estado do Rio de Janeiro localizado em Niterói. Entretanto, o estádio encontra-se sob concessão ao Botafogo de Futebol e Regatas, que fez seu primeiro jogo lá como mndante contra o Madureira E.C., em 20/09/1981, partida encerrada em 0x0. O estádio faz parte do Complexo Esportivo Caio Martins, que possui ginásios para vários esportes.

O estádio foi construído em 1941 pois o governador do Rio de Janeiro Ernani do Amaral Peixoto desejava jogos do Campeonato Carioca em Niterói. Sua inauguração foi em 20 de julho do mesmo ano. Na primeira partida, o CR Vasco da Gama venceu por 3 a 1 o Canto do Rio FC.

Seu nome original, Caio Martins, homenagea o escoteiro Caio Vianna Martins, que ficou conhecido por, com 15 anos de idade, após um grave acidente ferroviário, em Minas Gerais, envolvendo vários mortos e feridos, ter recusado ajuda médica e aconselhado o socorro de outras vítimas. Sua frase: “Há muitos feridos. Um escoteiro caminha com as próprias pernas”, foi determinante para seu óbito. Saiu caminhando, para cair a uns cem passos adiante. Morreu horas mais tarde, em conseqüência de uma intensa hemorragia interna.

No início dos anos 2000, o nome do estádio foi renomeado, sob determinação da câmara de vereadores da cidade, para Estádio Mestre Ziza. Contudo, a mudança não foi de agrado dos botafoguenses já que o niteroiense homenageado Zizinho era jogador do rival CR Flamengo na primeira metade do século XX. A imprensa e os torcedores continuam chamando o estádio de Caio Martins.

O estádio sofrera, no início de 2003, uma grande reforma. Chegou a ter capacidade para 15 mil pessoas, divididas entre arquibancadas de concreto e tubulares, cadeiras vips e camarotes. Foi apelidado de “Caldeirão” pela torcida. As arquibancadas do caldeirão também foram reformuladas. Após a obra uma das arquibancadas, foi transformada em cadeira vip, e mais duas arquibancadas tubulares foram acrescentadas para comportar mais torcedores. Além disso, um dos mais modernos painéis eletrônicos do estado do Rio de Janeiro fora instalado no estádio.

Entretanto, em 2005, as obras foram desfeitas pois a diretoria do clube acreditava que o clube estava “apequenando-se” ao jogar num estádio acanhado. A ultima partida do Botafogo lá foi em 12/12/2004, onde perdeu para o Corinthians por 2×1. Hoje, o local recebe escolinhas e alguns jogos das categorias de base do clube, além de ser um dos locais alternativos de treinamento da equipe profissional. Atualmente, sua capacidade é de 12.000 pessoas.

Estádio Caio Martins
Rua Presidente Backer, s/n.
Icaraí
Tel.: 2711.1366 / 2711.2266

Continuar lendo Estádio Caio Martins / Mestre Ziza

Times de Futebol

A cidade de Niterói conta com três clubes de times de futebol, são eles:

Bela Vista Futebol Clube
Bela Vista Futebol Clube é um time de futebol da cidade de Niterói (Rio de Janeiro) fundado a 10 de maio de 1977. Atualmente manda seus jogos no Estádio Municipal Alziro de Almeida em Itaboraí com tem capacidade para 3.000 espectadores. Suas cores são o vermelho e o branco. Alterna entre pedidos de licença e disputas na Terceira Divisão do Rio de Janeiro.

Canto do Rio Football Club
Canto do Rio Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, da cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Futuro Bem Próximo Atlético Clube
Futuro Bem Próximo Atlético Clube é um time de futebol da cidade de Niterói (Rio de Janeiro) fundado a 6 de setembro de 2000. Suas cores são azul, branco e vermelho. Utiliza atualmente o estádio do Campo Grande Atlético Clube.

Secretaria Municipal de Administração

A Secretaria de Administração compete executar atividades relativas a expediente, documentação, protocolo, arquivo e zeladoria. Também ao recrutamento, seleção, treinamento, regime jurídico, controle funcional e demais atividades do pessoal, ainda ao tombamento registro, inventários, proteção e conservação dos bens móveis e imóveis; à manutenção do equipamento de uso geral da administração, bem como a sua guarda e conservação.

Compõe a SECAD as seguintes unidades:

  • I- Departamento de Pessoal;
  • II- Departamento der Patrimônio e Arquivo;
  • III- Departamento de Serviços Gerais;

O que faz:

Compete a Secretária de Administração assinar as folha de pagamento de pessoal, promover o recrutamento e seleção do pessoal da Prefeitura. Bem como planejar e executar programas de treinamento dos servidores municipais; promover o levantamento dos dados necessários à apuração do merecimento dos servidores para efeito de promoção. Prestar colaboração a qualquer órgão da administração sempre que solicitado, subscrever os termos de posse dos funcionários municipais salvo, aqueles que forem privativos do Prefeito. Assinar as Carteiras de Trabalho e Previdência Social do pessoal da Prefeitura sujeito às normas da CLT e promover sua escrituração; propor ao Prefeito a lotação numérica e nominal dos órgãos da Prefeitura, ouvidas as chefias respectivas. Fazer executar as tarefas relacionadas com protocolo, arquivo e zeladoria no âmbito da Administração Municipal. Executar outras tarefas que forem atribuídas pelo Prefeito Municipal.

Localização: Rua Visconde de Sepetiba, 987/5º andar

Centro – Niterói – Cep: 24.020-206

Telefones: (21) 2719-4387 administra.sec@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Administração

Secretaria Municipal de Assistência Social

A Secretaria Municipal de Assistência Social realiza trabalho com a família, infância, adolescência e velhice. Desenvolve projetos de amparo à criança e adolescente carente e promove a integração ao mercado de trabalho. Outra atividade da pasta é o atendimento aos portadores de necessidades especiais e a promoção de sua integração à vida comunitária.

Integram a estrutura da Secretaria Municipal de Assistência Social os departamentos:

  • I- Atenção ao Cidadão.
  • II- Atendimento à Criança e Adolescente em Situação Especial.
  • III- Departamento de Garantia de Renda Mínima Familiar.

A Secretaria Municipal está dividida em quatro departamentos que assessoram diretamente a Secretária, sendo eles:

  • o Departamento de Apoio
  • o Departamento de Atenção e Ação Comunitárias
  • o Departamento de Atenção a Família
  • o Departamento de Atenção a ONG´s e OG´s

O que faz:

A Secretaria Municipal de Assistência Social tem como missão consolidar a Política de Assistência Social no Município, considerando-a como parte orgânica das diretrizes para o Desenvolvimento Social de Presidente Prudente, com vistas ao aprofundamento democrático e vigoração da cidadania, operacionalizando as competências determinadas pela LOAS. Também interligado as ações da SAS, está contido o trabalho de Plantão Social, mantido pelo Fundo Social de Solidariedade.

As ações estão direcionadas as seguintes demandas:

Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes

A estrutura da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes comporta as subsecretarias de Fiscalização de Serviços, Trânsito e Transportes.

A subsecretaria de Fiscalização de Serviços controla licença de obras e monitoramento de obras.

E a subsecretaria de Transportes, disciplina, controla, fiscaliza, além de planejar setorialmente os assuntos viários e coopera com os órgãos de Segurança Pública. A Secretaria de Transposrtes coordena, concede, permiti, autoriza, regulamenta e fiscaliza, no limite de sua competência, a exploração dos serviços de transportes coletivos, táxis, veículos de cargas e outros.

Localização:Rua Eng. Fábio Goulart, L39,
Ilha da Conceição – Niterói – Cep: 24.050-090
Telefone: (21) 2621-5558
servicospublicos@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes

Secretaria Municipal de Cultura

A Secretaria Municipal de Cultura é o órgão responsável pelas atividades relativas à Cultura. Compõe a SECUT as seguintes unidades:

I – Departamento de Recursos e Operações;
II- Divisão de Artes Cênicas;
III- Divisão de Artes Literárias;
IV- Divisão de Artes Musicais;
V- Divisão de Artes Plásticas;
VI- Teatro Municipal;
VII- Biblioteca Municipal;

VIII- Escola Municipal de Artes “Prof. Jupyra Cunha Marcondes”

O que faz:
Execução da Política do Município no Amparo à Cultura; a promoção e o estímulo daa atividades artísticas. Planejamento a organização, a coordenação, a orientação, a execução, o controle e a fiscalização de programas e projetos voltados à cultura.

A fomentação do interesse dos cidadãos pela cultura, por intermédio das mais diversas manifestações, criando, apoiando e incentivando eventos. A divulgação de nosso município como polo de desenvolvimento artístico.

Para ampliar o leque de atendimento, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECUT), criou a Rede Municipal de Cultura, um projeto, que teve início em agosto de 2001. Funciona como extensões da Escola Municipal de Artes e ocorre dentro de espaços administrados pela Secretaria de Cultura como sua sede, o Centro Integrado de Informação, Museu, Escola de Curtimento de Couro e Cidade da Criança. O objetivo do projeto, que atende pessoas a partir dos sete anos, é desenvolver atividades culturais de formação, difusão e fomentação, criando projetos voltados para os reais interesses da comunidade, nas linguagens: teatro, dança, música, fanfarra, artes plásticas e artesanato.

Sabe-se que ao fazer e conhecer a arte, os estudantes percorrem trajetos de aprendizagem que propiciam conhecimentos diversos sobre sua relação com o mundo. Além disso, desenvolvem potencialidades importantes para sua vida adulta, tais como percepção, observação, imaginação e sensibilidade. O trabalho das extensões facilita o acesso a arte de forma integrada, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e cultural de seus participantes.

Localização: Rua Presidente Pedreira, nº 98
Ingá – Niterói – Cep: 24.210-470
Telefone: (21) 2621-5050 R:205
contato@culturaniteroi.com.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Cultura

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico é o órgão responsável em orientar, coordenar, fiscalizar e exercer a direção geral os trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. Compõe a SEDEPP as seguintes unidades:

  • I- Coordenadoria de Fomento Comercial e Serviços;
  • II- Coordenadoria de Fomento Industrial;
  • III- Departamento de Comércio e Serviço: Divisão de Normas e Fiscalização;
  • IV- Departamento de Indústria;
  • V- Departamento de Intercâmbio e Convênio;
  • VI- Departamento de Comércio Exterior.

Cabe a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico elaborar e implementar a política administrativa dos distritos industriais do município. Promover programas de fomento e incentivos fiscais às atividades industriais, comerciais e serviços compatíveis com a vocação da economia local. Incentivar e orientar a formação de associações e cooperativas e outras formas de organização, voltadas ao comércio, indústria e serviços, visando ao desenvolvimento do Município. Integrar-se com organismos, tanto de âmbito governamental quanto da iniciativa privada, visando ao aproveitamento de incentivos e recursos para o desenvolvimento da indústria e do comércio. Manter intercâmbio com entidades nacionais e internacionais, visando ao desenvolvimento econômico e tecnológico das atividades industriais, comerciais e serviços. Promover a divulgação do Município com o objetivo de atrair investimentos nos setores da indústria, do comércio e serviços, no âmbito nacional e internacional. Promover e apoiar a iniciativa privada ou pública na realização de eventos que visem a divulgação e comercialização dos produtos comerciais e industriais, inclusive manufaturados.

Organizar e manter o banco de dados e projetos relativos às atividades industriais, comerciais e serviços. Difundir informações sócio-econômicas que visem atrair investimentos e instalações nas áreas do comércio, indústria e serviços. Promover e incentivar a iniciativa pública e privada no setor de produção industrial visando a comercialização de seus produtos, no âmbito nacional e internacional. Promover a realização de cursos e palestras, em convênio com entidades públicas e privadas, que visem aprimorar o setor comercial, industrial e serviços. Promover o intercâmbio industrial, comercial e serviços junto às iniciativas pública e privada, de âmbito nacional e internacional, visando ao aprimoramento tecnológico.

Coordenadoria de Comércio e Serviços
A Coordenadoria de Comércio e Serviços é um órgão da Secretaria do Desenvolvimento que atua junto ao comércio em geral buscando o crescimento deste setor. A Coordenadoria de Comércio e Serviços tem as seguintes atribuições:

  • Propor e executar soluções para a modernização e desenvolvimento do setor comercial e serviços;
  • Apresentar projetos alternativos para o crescimento e desenvolvimento das micro e pequenas empresas do setor comercial e serviços;
  • Interagir permanente com outras Secretarias e com diversas entidades governamentais no âmbito municipal, estadual e federal;
  • Visar a modernização, implementação e desenvolvimento da indústria e do comércio no município e na região;
  • Promover projetos que incentivam empresários interessados em investir no município e, por extensão na região;
  • Fiscalizar o funcionamento das atividades Comerciais, Industriais e de serviços em geral;
  • Coordenar, orientar e supervisionar os trabalhos dos servidores diretamente subordinados a esta Coordenadoria.

Coordenadoria De Fomento Industrial
A Coordenadoria de Fomento Industrial atua junto a Secretaria de Desenvolvimento propondo e coordenando projetos para o desenvolvimento do setor industrial no município. Fica a cargo da Coordenadoria de Fomento Industrial as seguintes atribuições:

  • Propor e coordenar soluções para a atualização da legislação, bem como a criação de infra-estrutura básica para os distritos industriais;
  • Incentivar, avaliar e apresentar projetos alternativos para o fortalecimento, crescimento e desenvolvimento das micro e pequenas indústrias;
  • Promover congressos, debates, palestras e reuniões com representantes da sociedade de diversos segmentos, visando ajudar as micro e pequenas indústrias a gerenciar suas empresas;
  • Promover o desenvolvimento industrial do Município e do Distrito Industrial;
  • Promover eventos, pertinentes ao setor industrial, de incentivo ao desenvolvimento local e regional;
  • Promover projetos que incentivem empresários interessados em investir no município;
  • Angariar recursos destinados à produção de eventos industriais como exposições, feiras, cursos técnicos, palestras, seminários e outros assemelhados

Localização: Rua Visconde de Sepetiba, 987/10º andar
Centro – Niterói – Cep: 24.020-206
Telefone: (21) 2620-0403 R.292
sedect@niteroi.rj.gov.br
Continuar lendo Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico

Secretaria Municipal de Finanças

A Secretaria de Finanças é o órgão encarregado da política econômica e financeira do município, das atividades referentes ao lançamento fiscalização e arrecadação dos tributos e demais rendas municipais; do recebimento, pagamento, guarda e movimentação dos valores públicos, da padronização, aquisição, guarda, distribuição e controle de todo material utilizado pela Prefeitura. Compõe a SEFIN as seguintes unidades:

  • I- Contadoria;
  • II- Departamento de Material;
  • III- Departamento de Tributação;

Compete ao Secretário de Finanças elaborar o calendário e os esquemas de pagamento de compromissos da Prefeitura. Movimentar juntamente com o Tesoureiro, quando for o caso, as contas bancárias da Prefeitura. Assinar todos os documentos de despesa autorizada pelo Prefeito. Promover a elaboração do Boletim Diário de Caixa, verificando as disponibilidades e mandando recolher aos estabelecimentos de créditos autorizados as quantias excedentes as necessidades de pagamento imediato. Mandar proceder o balanço de todos os valores de contas, sempre que entender conveniente. Visar os balancetes mensais, os balanços e a escrituração e econômico-financeira da Prefeitura.

Fiscalizar a aplicação das dotações orçamentárias, comunicando ao Prefeito, com a devida antecedência, o seu possível esgotamento. Autorizar a restituição de finanças cauções e depósitos. Resolver, em primeira instância, as reclamações contra o lançamento de cobrança de tributos de acordo com a legislação em vigor. Pronunciar-se sobre os recursos contra lançamentos, interpostos pelos interessados. Supervisionar os serviços de inscrição, cadastramento, lançamento, arrecadação e fiscalização de tributos. Estudar os problemas tributários e orçamentários do município, afim de conhece-los e de sugerir providências, quando for o caso. Tomar as providências cabíveis, para que as unidades orçamentárias tenham asseguradas em tempo útil, a soma de recursos que necessitam.

Tomar todas as providências cabíveis para ser mantido, durante o exercício, o equilíbrio entre a receita e a despesa, de forma a reduzir ao mínimo as eventuais insuficiência de Caixa. Sugerir ao Prefeito, quando for o caso, providências no sentido de diminuir ou aumentar dotações orçamentárias, a fim de sanar qualquer imprevisto. Exercer o controle da execução orçamentária referente à legislação dos atos de que resultem arrecadação da Receita, a realização da Despesa, o nascimento ou extinção de direitos e obrigações.

Localização: Rua da Conceição, nº 100
Centro – Niterói – Cep: 24.020-082
Telefone: (21) 2613-6617 / (21) 2621-2990
fazenda@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Finanças

Secretaria Municipal do Meio Ambiente

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente é o órgão responsável pela preservação, manutenção e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no Município, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança de sua comunidade e à proteção dos ecossistemas, em benefício das gerações atuais e futuras. Compõe a SEMEA as seguintes unidades:

  • I- Departamento de Educação Ambiental;
  • II- Departamentos de Projetos e Programas: Divisão de Avaliação e Controle e Divisão de Estudos Ambientais.

Cabe a Secretaria Municipal do Meio Ambiente a promoção de Educação Ambiental e da conscientização pública para a proteção do Meio Ambiente. A definição de prioridades e programas de ação municipal, no que diz respeito ao Meio Ambiente. A prevenção da degradação e a proteção de ecossistemas e biomas.

Implementar o registro e o cadastro de cooperação institucional, técnica, científica e financeira. A realização de acordos entre a União e os Estados para melhor coordenação e desenvolvimento das atividades relativas à proteção do Meio Ambiente. A preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. A difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais visando á formação de uma conscientização pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico, a preservação e restauração dos recursos ambientais à sua utilização racional e a disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico. A coordenação e articulação de cooperação internacional nos assuntos relativos ao meio ambiente.

Localização: R. São João, 214
Centro – Niterói – Cep: 24.020-971
Telefone:(21) 2613-2283
ambiente@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos desenvolve atividades relativas a execução e construção de obras públicas, reparos, adaptações além de manutenção dos logradouros públicos. A secretaria de Obras administra o Cemitério Municipal controla e conserva a iluminação pública e fiscaliza os contratos relacionados com os serviços e obras de sua competência.
Avalia os problemas públicos a cargo da Pasta, apresentando à Administração as soluções no âmbito do planejamento governamental.

Obras em Logradouros Públicos

Toda obra realizada em logradouros públicos, deve ser licenciada. A Secretaria de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes é responsável pela liberação e fiscalização de obras, tais como:
Rede de Água e Esgoto;
Rede Elétrica;
Rede de Telefonia Fixa;
Rede de Telefonia Celular;
TV a Cabo;
Gás Encanado;
Fibra Óptica.
O Pedido de Licenciamento para execução de obra ou serviço em logradouros públicos deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:
I- Dados de identificação do requerente, conforme modelo anexo I.

II- Termo de Compromisso, conforme modelo do anexo II.

III- Planta de localização da instalação ou ampliação da rede subterrânea ou aérea, e uma cópia em meio digital, na base indicada pelo Município.

IV- Projeto executivo, contendo a demarcação das redes públicas existentes, com as respectivas cotas, porte da vegetação arbórea ocorrente no passeio, os equipamentos de serviço existentes e o tipo de pavimento, em uma cópia impressa, escala compatível, e uma cópia em meio digital, na base indicada pelo Município.

V- Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA),Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV),Relatório de Impacto de Trânsito Urbano (RITUR) , quando for o caso.

VI- Memorial descritivo.

VII- Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

VIII- Croqui de sinalização do canteiro de obra, conforme modelo dos anexos III e III.1.

IX- Cronograma físico de execução da obra ou serviço, conforme modelo do anexo IV exceto para as obras enquadradas no processo de licenciamento simplificado, respeitando-se, sempre, os horários determinados pela Fiscalização da SSPTT.

X- Placa identificadora da obra, conforme modelo do anexo V.

XI- Requerimento de inscrição da obra no Cadastro da Secretaria de Fazenda, para efeitos de controle do ISS, conforme modelo do anexo VI.

XII- Comprovante do pagamento de taxas previstas em legislação específica.

XIII- Outros elementos considerados relevantes pela SSPTT, de acordo com a especificidade de cada rede de infra-estrutura.

Localização: Rua Eng. Fábio Goulart, L39,
Ilha da Conceição – Niterói – Cep: 24.050-090
Telefone: (21) (21) 2621-5558
servicospublicos@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos

Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano

A Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano coordena a realização de estudos e pesquisas que permitam o domínio de um conjunto adequado de dados e informações necessárias a elaboração de diretrizes para o Município. Executa e faz executar as disposições estabelecidas pelo plano diretor do Município, faz cumprir a legislação e as normas regulamentares referentes às edificações e as posturas municipais.

1. Consulta Prévia

  • Acréscimos e Demolições;
  • Arborização;
  • construções;
  • Pequenos Reparos;
  • Imóveis na APA-U (em conjunto com a Secretaria de Cultura)
  • Instalação Comercial
  • Reformas;
  • Legalização;
  • Publicidade; B
  • Parcelamento do Solo (desmembramento, anexação, condomínio e loteamento).

2. Aprovação de Projetos

  • Instalação Comercial;
  • Legalização;
  • Projetos de Construção;
  • Reformas e Acréscimos;
  • Pequenos Reparos;
  • Publicidades / Letreiros e Out-doors;
  • Projetos de Arborização;
  • Projetos de Parcelamento do Solo (desmembramento, anexação, condomínio e loteamento)

3. Licenças

  • Obras de Arruamento;
  • Obras para: Construção de Edificações, Instalações Comerciais, Legalização, Reformas e Acréscimos;
  • Publicidade / Letreiros e Out-doors;
  • Pequenos Reparos

4. Certidões

  • Demolições;
  • Numeração;
  • Inteiro Teor;
  • Metragem e Confrontações;
  • Desapropriação / Recuo;
  • Tempo de Construção;
  • Viabilidade para Empresas;
  • Metragem;
  • Classificação de Especial Interesse;
  • Diretrizes para Parcelamento do Solo.

5. Certificados de Renumeração

6. Fiscalização

  • Vistorias
  • Denúncias;
  • Embragos e Intimações;
  • Consulta Prévia e Aprovação de projetos de sistema de tratamento de efluentes sanitários.

Localização:Rua Visconde de Sepetiba, 987/12º andar
Centro – Niterói – Cep: 24.020-206
Telefone: (21) 2620-8945
urbanismo@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano

Secretaria Municipal de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde elabora programa de serviço básico, inclusive domiciliar e comunitário, bem como proposta de referência ambulatória especializada e hospitalar aos munícipes, com incorporação negociada à programação estadual.

A Pasta gerencia unidades ambulatóriais próprias e em caso de municipalização plena dos serviços de saúde, gerencia as unidades ambulatóriais do Estado e da União. A estrutura da Secretaria Municipal de Saúde é formada por divisões: Pronto Socorro e Pronto Atendimento, Unidades Básicas de Saúde, Ambulatórios e Saúde Bucal. Os departamentos de Controle Administrativo e Financeiro e formado por: Fundo Municipal de Saúde e Orçamento, Planejamento, Desenvolvimento, Controle e Avaliação além do setor de Compras e Manutenção.

Garante o acesso da população a todos os nineis de atenção, com a organização e o gerenciamento do sistema. Avalia o impacto do sistema de saúde na qualidade de vida da população. Gerencia a aplicação advinda de recursos municipais de outras esferas governamentais. A Pasta planeja junto com o Conselho Municipal de Saúde programas e diretrizes próprias ou executa programas provindos de outras entidades governamentais.

Localização: Rua Visconde de Sepetiba, 987/8º andar
Centro – Niterói – Cep: 24.020-206
Telefone:(21) 2716-5807
saude@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Saúde

Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação

A área de desenvolvimento de sistemas da Secretaria de Tecnologia da Informação desenvolve seus projetos consciente da responsabilidade e da tecnologia, criando uma infra-estrutura de comunicações oferecendo a eficiência de seus produtos para viabilizar o crescimento das secretarias e assim beneficiar toda a sociedade.

A integração entre os sistemas desenvolvidos pela Secretaria de Tecnologia da Informação reflete a experiência dos profissionais da área, acumulada ao longo dos anos, a padronização da linguagem, a racionalização e uniformização do fluxo de informações e documentos dos processos, com a conseqüente preservação da cultura da organização moderna: as pessoas, o conhecimento e a informação.

Através da Secretaria de Tecnologia da Informação, foi implantado na Prefeitura Municipal de Presidente Prudente o Projeto Comunicação, que interliga todas as secretarias e departamentos externos ao Paço Municipal, através de comunicação via ondas de rádio, eliminando o pagamento mensal de linhas telefônicas dedicadas, que estava em torno de R$ 8.000,00 mensais. Anualmente, gastávamos aproximadamente R$ 100.000,00. Com a implantação do Sistema de Comunicação, tivemos um custo inicial de R$ 100.000,00, ficando isentos dos gastos mensais.

A Secretaria de Tecnologia da Informação pode celebrar convênios com entidades integrantes da Administração Pública Direta e Indireta, visando fornecer sistemas de informática, bem como auxiliar na sua implantação e no seu aperfeiçoamento, com a devida contraprestação pecuniária, se caso.

Um técnico em manutenção de computadores também faz parte do quadro de funcionários da SETEC, não sendo mais necessária a prestação de serviços terceirizados para manutenção de hardware dos equipamentos e redes de informática da Prefeitura.

A SETEC coordena todas as atividades que, direta ou indiretamente, se relaciona com o uso da informática na Prefeitura Municipal. Além de desenvolver todos os sistemas hoje utilizados pela municipalidade, também é responsável pela manutenção dos equipamentos de informática e controle dos gastos com suprimentos. É ainda órgão consultivo às demais secretarias oferecendo projetos e indicando soluções de tecnologia a serem implementados.

Localização: Rua Visconde de Sepetiba, 987/10º andar
Centro – Niterói – Cep: 24.020-206
Telefone:(21) 2620-0403 R.292
sedect@niteroi.rj.gov.br

Continuar lendo Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação

França Antártica

No ano de 1555, Villegaignon dominou toda a Baía de Guanabara e instituiu a França Antártica. A região era evitada pelos portugueses por causa da resistência dos nativos locais, mas Villegaignon convenceu a Corte Francesa das vantagens de conquistá-la para obter o controle do comércio com as Índias. A região desenvolveu-se sob o comando de Villegaignon, que idealizou a Henriville, em homenagem ao rei da França.

Passado algum tempo, os calvinistas, que vieram da França a pedido do rei para amenizar conflitos religiosos, regressaram a França e acusaram Villegaignon de preconceito e má administração. O navegador francês teve de voltar a França para explicar-se.

Na ausência do governador francês, Mem de Sá resolveu invadir a Guanabara e tomar posse da região, no ano de 1560. Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, que continuara com o comando da guerra, recorreu à ajuda do cacique de uma tribo tupi, o Araribóia (que quer dizer cobra feroz). Araribóia havia sido expulso pelos franceses de sua terra natal, a ilha de Paranapuã, e se refugiou na capitania de Espírito Santo, de onde expulsou invasores holandeses. Araribóia aceitou o pedido do governador para ajudar os portugueses a expulsar os franceses, na esperança de reconquistar a ilha-mãe.

Com o fim da guerra, em 1567, Araribóia recebeu o nome cristão de Martim Afonso. Mas Estácio de Sá resolveu ocupar a ilha de Paranapuã, tornando-a a Ilha do Governador. Para manter a segurança na Baía de Guanabara, Estácio de Sá insistiu a Araribóia para não voltar para Espírito Santo, e o concedeu poder de escolha para habitar qualquer uma das regiões da Guanabara. Sem titubear, o cacique tupi apontou para o outro lado da Baía e disse que queria aquela região de águas escondidas, que em tupi-guarani é Niterói. O local era conhecido como Band’Além e foi para lá que Araribóia levou sua tribo, para a vila de “São Lourenço do Índios”.

Bandeira e Brasão

As cores da bandeira de Niterói são azul e branco. O primeiro campo da bandeira, que ocupa dois terços do total, é o branco, simbolizando a busca pela paz. O segundo campo é o azul, simbolizando a vocação marítima da cidade. O brasão fica localizado no centro do campo branco.

FONTE: Coordenação de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói

Hino Municipal

Hino de Niterói (1673)

Composição: Maestro Felício Toledo

De ocas rudes de palmas, das relvas
Ao guerreiro estrugir do boré,
Quantas vezes os filhos das selvas
Levantaram-se á voz do pagé!
Manejando o tacape emplumando,
Ora a flecha a brandir venenosa,
Quantas vezes de guerra o seu brado
Trovejou pela pátria formosa!

Valente Araribóia,
Da campa surge, o heroe!

Vencendo o inimigo alçaste
Trophéos a Nictheroy
E assim, ó Praia Grande,
Teceu-te o berço a Glória,
Teu nome em lettrasd`ouro
Refulge em nossa história.

Sertaneja inda ingenua, n`outrora
Era a Aldêa num leito de brumas,
Tendo á fronte aureo nimbo da aurora,

Tendo aos pés alva fimbria de espumas;
Para ornato era a silva, eram flores,
Tinha a voz de um gorgeio a pureza:
Vio-a o Rei… quando enlevo! E de amores
Deu-lhe carta e foraes de nobreza

O`bella Villa Real,
O`seductora plaga,
Que em leve harpejo de ósculos
A Guanabara afaga!
Sê justa, ao altar da Patria
Vem grata e reverente
C`roar de verdes laureas
João Sexto e J`se Clemente

Hoje, enquanto de alijorfre vestidas
Bailam nai`des nas praias azues,
E dos montes no cimo as ermidas
Erguem ao ceu, muda, a prece da Cruz:
Vae lá dentro o rugir do trabalho
Zumbe o tear, chispa a serra, artde a forja,

Bate á nave as cavilhas o malho,
Ou na incude arduos ferros escorja.

E`a febre do progresso
De um sec`clo de labor;
Avante, Nichtheroy!
Confia em teu valor,

Tens um porvir brilhante,
Dos fortes é a victoria,

Na rota ao fim fulgura
Como um pharol: a Glória!

Continuar lendo Hino Municipal