O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré, Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá.

Compreendendo as localidades de Muriqui Grande, Muriqui Pequeno e Chibante, o bairro apresenta três vias principais que dão acesso a cada uma destas; e tanto a estrada do Muriqui Pequeno quanto a estrada do Muriqui Grande (estrada Aristides Melo), se encontram com a estrada Velha de Maricá.

Segundo depoimentos de moradores mais antigos, o bairro de Muriqui foi formado pela partilha de três fazendas que se dedicavam à pecuária bovina e à agricultura.

O seu parcelamento obedeceu a um processo diferenciado. Ao invés da transformação de propriedades rurais em loteamentos urbanos, mais freqüente nessa área, as fazendas se transformaram em muitos sítios. Este fato confere ao bairro uma singularidade que é a de representar um estágio de transição entre o rural e o urbano.

Estas unidades espaciais medem em geral, dois alqueires, ou seja, em torno de 50.000 m2. Em muitos destes sítios desenvolvem atividades agropecuárias, como o criatório de suínos, gado bovino, produção de flores em geral e de orquídeas em particular.

O processo de ocupação “urbana” data, pelos menos, de três décadas. No entanto, o índice de expansão populacional mensurável pela edificação de novas moradias, não é grande, justamente pela forma hegemônica de parcelamento do solo que deu origem aos grandes sítios e não dos tradicionais lotes de pequenas dimensões. Outrora, um desses sítios pertenceu ao ex-governador Roberto Silveira.

Pode-se dizer então que a ocupação se diferencia do que ocorre em grande parte do município, isto em função do bairro ser dividido em grandes lotes, ocupados por uma ou duas residências, havendo inúmeros sítios, que mesmo não desenvolvendo funções específicas, apresentam características rurais. É comum a existência de residências antigas, de médio e alto padrão construtivo, que possuem unidades anexas destinadas aos empregados domésticos (caseiro, jardineiro…).

Embora predominem as moradias de médio e alto padrão, existem no bairro residências de baixo e precário padrão construtivo, localizadas na estrada do Muriqui Grande e início da estrada Chibante, além de uma pequena concentração junto à divisa com Vila Progresso, constituindo o chamado Morro dos Macacos, sendo este o único indício de favelização do bairro.

Entre 1970 e 80 o bairro apresentou uma taxa média de crescimento anual negativa (-9,10%), tendo sido este o maior índice negativo registrado no município neste período, representando um significativo processo de esvaziamento demográfico.

Em contrapartida, entre 1980 e 91 ocorre uma inversão desta tendência, com um crescimento de 1,82%, sendo o 17º maior índice do município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Apesar da função predominantemente residencial, encontramos no bairro de Muriqui uma particularidade em relação às suas residências: nelas os moradores desenvolvem também atividades econômicas tais como oficinas e ateliês diversos, produção de conservas alimentares e escritórios de arquitetura, dentre outras.

A caprinocultura praticada em escala comercial em algumas áreas do bairro (Muriqui Grande), foi possibilitada pelo tamanho peculiar que aqui possuem as propriedades.

A vida comunitária gira em torno de uma associação de moradores ainda em formação, localizada no Chibante, que vem conseguindo travar algumas lutas reivindicatórias. Outro fator de aglutinação dos moradores é o jogo de futebol que acontece regularmente em um campo iluminado anexo ao bar do Edmar que, na ausência de um centro de informações no bairro, cumpre também este papel.

Em relação à infra-estrutura urbana, o bairro é precariamente servido, não dispondo de água encanada nem de esgotamento sanitário. Mas é a falta de iluminação pública o principal problema apontado pelos moradores pois, tendo em vista o arruamento estreito e muito arborizado, caminhar à noite sempre representa risco. A coleta do lixo ainda é precária apesar dos avanços da companhia de limpeza municipal – a CLIN.
No passado, Muriqui foi marcado por uma tradicional Festa do Balão que reunia baloeiros do bairro e de outros lugares. Importante morador local, o escritor Carlos Couto aí empreendeu a experiência do teatro ao ar livre.
O comércio é pouco diversificado, o que leva os moradores a se deslocarem para outros locais (Largo da Batalha e Centro da cidade principalmente) ¾ em busca de maiores opções.
Quanto ao transporte coletivo, o bairro não é servido por qualquer linha de ônibus que circule no seu interior, sendo o acesso ao mesmo feito pela estrada Caetano Monteiro (em Vila Progresso), ou pela estrada Velha de Maricá.

One response to “Muriqui”

  1. Como faço para encontrar o sitio do bambus, saindo da alameda? Obrigada.

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