O bairro faz limite com Fonseca, Cubango, Caramujo e Ititioca integrando. Situa-se no interior do maciço costeiro numa área conhecida como “mar de morros”.

Os primeiros registros de ocupação remontam à antiga Fazenda do Saraiva, onde os trabalhadores exerciam ofícios diferenciados e pertinentes às atividades agrícolas. Este núcleo original de povoamento atrai para o lugar comerciantes portugueses que iriam montar mercearias, as “vendas” de antigamente. Vamos encontrar pelo bairro marcas da presença portuguesa, como por exemplo nos nomes das travessas Alice e Odete, dados por um português em homenagem às suas filhas, ou no próprio nome original do bairro – “Venda das Mulatas” – que, segundo moradores, seria oriundo da presença de um português dono de uma “venda” e de suas três filhas mulatas. Poderíamos identificar cronologicamente esta presença lusitana a partir da década de 30, porém foi somente na década de 60 que o bairro viveu o seu período de ocupação mais intensa.

Atualmente podemos observar que apenas uma pequena parte da Fazenda do Saraiva foi ocupada, fruto de acordo entre seu proprietário e os moradores locais, pois a mesma não foi oficialmente loteada.

Quanto à lixeira que existia no bairro, originalmente localizada em um terreno baldio, foi sendo acrescida de dejetos até que assumiu proporções gigantescas, transformando-se no grande vazadouro de lixo da cidade. Sua transferência para outro local se deu no início da década de 80 e esta área, onde a lixeira se encontrava é, ainda hoje, marcada pela degradação ambiental que tal atividade acarreta. É neste local que vamos encontrar a travessa São José, que concentra uma população de baixa renda.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Um comércio incipiente, composto basicamente de bares e mercearias, acrescido de oficinas mecânicas e borracharias além de uma fábrica de antenas parabólicas, são, praticamente, as atividades econômicas que encontramos no bairro. Em relação ao setor educacional, destaca-se a presença de uma escola municipal.

O transporte coletivo para o bairro é feito por apenas uma linha de ônibus, que aí tem localizada a sua garagem. As opções de interligação com outros locais só melhoram nas proximidades do Cubango.

A principal via do bairro possui tráfego intenso por ser corredor de passagem para as regiões de Pendotiba e Oceânica.

Quanto aos serviços básicos de infra-estrutura, a iluminação pública só existe nas vias principais. Verifica-se a existência de água potável na maioria das moradias, embora a rede coletora de esgoto seja insuficiente para a demanda do bairro.

A antiga localização da lixeira é responsável pelo principal problema ambiental que o bairro enfrenta: o chorume (líquido resultante da decomposição da matéria orgânica encontrado nos depósitos de lixo acumulado) que escorre pelo local. A existência de favelas, como a do Morro do Bumba, sinaliza para um outro problema, que é a ocupação desordenada de seus espaços.

Por ser um bairro periférico, cujos os espaços foram ocupados à partir do Cubango, possui perfil relativo à esta formação, com residências unifamiliares, muitas frutos de auto-construção.

Com população de padrão econômico tendendo para baixo – muitos exercem atividades no setor informal – esta não se identifica historicamente como morador do Viçoso Jardim, pois a sua constituição enquanto bairro só ocorreu em 1986, portanto, muito recentemente.

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