Tendo como limites Santa Rosa, Cubango e Fátima, o Pé Pequeno é um dos menores bairros de Niterói.

A origem do nome está associada ao surgimento do bairro. Quando a antiga Fazenda Santa Rosa (séc. XVIII) que dominava vasta região começou a ser desmembrada entre os seus herdeiros, a maior área ficou em poder de Antonio José Pereira de Santa Rosa Jr., conhecido também por Pé Pequeno. Este, por sua vez, vendeu parte das terras situadas à esquerda da antiga estrada do Calimbá (atual Dr. Paulo Cézar), logo transformadas em chácaras. Com o passar do tempo, as chácaras do Pé Pequeno, que abrigavam famílias de nível econômico elevado e alguns dos nomes ilustres do município, foram revendidas e loteadas. Abriram-se novas ruas e foram construídas novas residências.

Em meados da década de 40 começa a construção de várias casas no local, sendo as ruas saneadas e pavimentadas pouco a pouco, desenhando a atual configuração do bairro.

Embora até meados deste século o Pé Pequeno tenha acompanhado os mesmos processos de urbanização que deram origem a Santa Rosa, o bairro conseguiu resguardar-se de certa forma da explosão imobiliária que levou o vizinho a intenso processo de verticalização. O Pé Pequeno conseguiu manter-se como bairro horizontal de “status” eminentemente residencial.

O bairro possui área de 0, 32Km², com população residente de 3. 283 pessoas, segundo o censo de 1991 do IBGE, o que corresponde a menos de 1% da população total do município.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

Atualmente o bairro é composto por população de classe média, em sua maioria. Mas o Morro do Pé Pequeno é ocupado por famílias de baixo poder aquisitivo. Mesmo assim, as condições dessa comunidade são bem melhores do que as de outras comunidades de baixa renda do município.

O Pé Pequeno é um local resguardado do crescimento vertical, sendo desprovido de áreas comerciais, e possui um ar de condomínio, o que também pode se creditado em parte às poucas vias de acesso que dispõe. Essa combinação levou seus imóveis a se valorizarem e hoje praticamente inexistem imóveis vazios ou disponíveis para locação e venda.

No atendimento às necessidades mais específicas, os moradores do Pé Pequeno recorrem ao comércio de bairros próximos: Santa Rosa, Icaraí, ou mesmo o do Centro. Os produtos básicos são obtidos no comércio do Largo do Marrão ou da rua Dr. Paulo César, no limite com Santa Rosa.

Devido ao bom poder aquisitivo dos moradores, a maioria possuindo automóvel particular; e devido ao reduzido espaço e a proximidade com as ruas Noronha Torrezão e Dr. Paulo Cézar, por onde passam diversas linhas de ônibus, a população do Pé Pequeno não tem problemas de transporte. Embora não circulem linhas de ônibus no interior do bairro.

Não há equipamentos públicos no Pé Pequeno. Ressalta-se apenas a existência de um estabelecimento de ensino particular que atende da 1ª a 6ª série do 1º grau, bem como pequenos escritórios e consultórios de profissionais liberais. A parte baixa do bairro possui uma satisfatória infra-estrutura básica. Um dos principais problemas existentes é a ocupação desordenada no Morro do Pé Pequeno. A comunidade do Morro é composta, em sua maior parte, por moradores antigos no local, mas verifica-se uma expansão recente em áreas de acesso mais difícil e de maior risco, desprovidas de infra-estrutura básica.

Em geral, a maior preocupação dos moradores é com a segurança. Com o aumento da violência urbana, a instalação de guaritas em alguns pontos é elemento mobilizador e polêmico. Apesar disso, sem sombra de dúvidas, o Pé Pequeno é um dos bairros mais tranqüilos e aprazíveis de Niterói.

One response to “Pé Pequeno”

  1. Estou querendo uma casa de 2 quartos e dependências, garagem e um quintal de tamanho razoável,em ruas perto do Largo do Marrão.A casa pode ser de vila mas não geminada,não quero no morro. Será difícil encontrar um imóvel nesta caracteristicas ?

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