Santana

Santana é um dos bairros mais antigos de Niterói, limitando-se com São Lourenço, Fonseca, Engenhoca, Barreto, Ilha da Conceição e Ponta D'Areia, além das águas da Baía de Guanabara. Inicialmente suas terras foram ocupadas por plantações, mas a proximidade do mar foi fator fundamental para entender fatos que marcaram a história do bairro. Há registros do séc. XIX sobre a Fazenda de Sant'Anna, do Brigadeiro João Nepomuceno Castrioto, para cuja capela cogitou-se tranferir a igreja da freguesia de São Lourenço. Às margens da Baía de Guanabara, ancoradouros e depois o porto de Niterói. Ao longo do tempo foram desenvolvidas em Santana diferentes atividades econômicas: a pesca, a agricultura, a extração mineral e o comércio, este originando grandes armazéns. Nos limites do bairro, junto a São Lourenço e na entrada do Fonseca, construiu-se, de 1873 a 1892, por deliberação do Governo provincial, a matriz de São Lourenço. O lugar tornou-se nesta época o princi…
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São Domingos

Os limites de São Domingos são as águas da Baía de Guanabara e os bairros do Centro, Ingá, Boa Viagem e Gragoatá, com os quais se confunde pelos fatos marcantes de sua história. Sua área total é das menores (0,69Km²), comparada a de outros bairros do município, mesmo com o grande acréscimo do aterro em seu litoral. Sua paisagem natural está praticamente destruída, nada restando da vegetação e das praias que proporcionavam um clima agradável e que tanto encantaram e atraíram os que para cá (Banda d'Além)vieram a passeio, curar suas enfermidades, morar e se estabelecer; ou que conheceram de passagem, em direção a outros locais. São Domingos é um dos bairros mais antigos de Niterói e nele aconteceram fatos significativos, que marcaram a história da cidade. Caminhando pelas suas ruas, observando edificações e praças, fica evidente a convivência e o contraste entre o passado e o presente. Área pertencente à Sesmaria dos Índios, foi ocupada de forma semelhan…
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São Francisco

As primeiras referências encontradas na literatura e nas cartas geográficas sobre o bairro de São Francisco datam do séc. XVII e dizem respeito à capela de São Francisco Xavier. A pesca na enseada, farta e de grande variedade, sempre foi importante meio de sustento tanto para os indígenas, ocupantes originais do bairro, quanto para os portugueses — que os sucederam. A enseada (Saco) de São Francisco pode ser observada na Carta Topográfica de 1833, onde encontra-se assinalada também a localização da estrada que cortava Icaraí e subia o Morro do Cavalão. Posteriormente, em 1836, um croqui a lápis mostrava a continuação dessa estrada que seguia próxima a praia do Saco e atravessava a foz do rio Santo Antônio, ponto conhecido até poucas décadas atrás como Boca do Rio. O Santo Antônio corre hoje no centro da Avenida Presidente Roosevelt — canalizado — em toda a sua extensão. Nesse croqui também é assinalada a presença de outro rio, o Tabuatá ou Taubaté, hoje, també…
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São Lourenço

São Lourenço é um marco na história de Niterói e andar por suas ruas é retornar ao passado. A reação aos franceses que invadiram a Baía de Guanabara, em 1555, originou o povoamento na área. Na luta sobressaíram-se Estácio de Sá, Mem de Sá e o Cacique Araribóia, chefe dos índios da tribo Temiminós. Expulsos os franceses e por sua lealdade aos portugueses, Araribóia ganhou uma sesmaria nas terras onde seria erguida a cidade de Niterói. Ao instalar-se nelas, escolheu o morro de São Lourenço para construir o seu aldeamento principal devido a visão estratégica da Baía, possibilitando vigilância constante. No bairro está a mais antiga igreja da cidade, a Igreja de São Lourenço dos Índios, localizada no outeiro do mesmo nome. O seu altar - com a estrutura quase toda em pau-brasil - e o seu piso, são ainda originais da época da construção. Segundo consta, a igreja foi erigida em 1627. A princípio existia uma capela cuja construção foi iniciada no século XVI pelo jesuíta Braz Louren…
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Sapê

O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha. O nome Sapê, de acordo com depoimentos de antigos moradores, vem do fato de ter havido no passado sapezais naquele local. O bairro começou a surgir a partir de área que conhecida como Fazendinha, mas desenvolveu-se em outra direção e a Fazendinha atualmente é uma das localidades que compõem o Sapê. Devido ao crescimento das periferias, fato comum nas grandes cidades, o local passou também a atrair contingente populacional principalmente a partir da década de 70 (10,42%). A população está distribuída ao longo da estrada Washington Luiz (antiga estrada do Sapê), principal via de acesso, que se inicia no Largo da Batalha e atravessa todo o bairro fazendo a ligação com o Caramujo e Santa Bárbara. Quanto à estratificação social, observa-se nas proximidades da estrada Washington Luiz, predominância de edificações de padrão construt…
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Tenente Jardim

O bairro cresceu onde outrora existiu a fazenda pertencente à família Jardim: Juvenal Jardim (Tenente da Marinha do Brasil) e a sua mulher, uma francesa de nascimento. Estabelecidos no final do século passado, o casal residia no prédio onde mais tarde se instalaria o Colégio Monsenhor Uchôa. A fazenda produzia para consumo próprio e o pequeno excedente era comercializado nas imediações. Uma pequena fração foi doada para a construção da Igreja de São João Batista, que transformou-se no núcleo original de povoamento do bairro. O antigo caminho usado para escoamento dos excedentes agrícolas, que saindo da fazenda descia em direção à rua Dr. March, transformou-se na principal via de acesso ao bairro, urbanizada e pavimentada por interferência direta do Comando do antigo 3º Regimento de Infantaria, atual 3º BI (Batalhão de Infantaria) . A unidade militar sempre usou o Morro do Castro - situado entre o Fonseca e o Baldeador, e alcançado através de Tenente Jardim - como área de ex…
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Várzea das Moças

A região denominada Várzea das Moças, nome mais poético entre os bairros da cidade, tem sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de 6 moças. A principal atividade era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões. O grão chegava "in natura", era seco e ensacado no local e daí enviado aos centros urbanos, sendo distribuído pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do Estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60. Como em todo o Estado, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo a mesma transformado-se na Cerâmica Rio do Ouro (CROL), que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas. A sede da fazenda encontra-se no lado de São Gonçalo, onde fica o parque fabril da Cerâmica, estando sua loja de vendas do lado de Niterói. Pela divisão de bairros …
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Viçoso Jardim

O bairro faz limite com Fonseca, Cubango, Caramujo e Ititioca integrando. Situa-se no interior do maciço costeiro numa área conhecida como "mar de morros". Os primeiros registros de ocupação remontam à antiga Fazenda do Saraiva, onde os trabalhadores exerciam ofícios diferenciados e pertinentes às atividades agrícolas. Este núcleo original de povoamento atrai para o lugar comerciantes portugueses que iriam montar mercearias, as "vendas" de antigamente. Vamos encontrar pelo bairro marcas da presença portuguesa, como por exemplo nos nomes das travessas Alice e Odete, dados por um português em homenagem às suas filhas, ou no próprio nome original do bairro - "Venda das Mulatas" - que, segundo moradores, seria oriundo da presença de um português dono de uma "venda" e de suas três filhas mulatas. Poderíamos identificar cronologicamente esta presença lusitana a partir da década de 30, porém foi somente na década de 60 que o bairro viveu o seu período de ocupação mais intensa. …
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Vila Progresso

Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços... Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro. Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra G…
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Viradouro

Constituído como bairro em 1986, o Viradouro é um prolongamento de Santa Rosa. Com uma área de 0,87Km², limita-se com Ititioca, Largo da Batalha, Cachoeiras, São Francisco, além de Santa Rosa, bairro que lhe deu origem. A rua Dr. Mário Viana, principal artéria de Santa Rosa, era conhecida como rua do Viradouro no trecho próximo a Garganta, nome popular da subida do Morro da União. Localizado entre dois morros, o do Africano e o da União, o bairro é de ocupação recente. Nos anos 40 e 50 viviam no local umas poucas famílias, segundo relato dos moradores mais antigos. Fato interessante desta época era a forma de "grilagem" que acontecia no local: como os terrenos eram de posse, havia um proprietário de armazém, Sr. José Lopes, mais conhecido como José do Lápis, que anotava as dívidas,principalmente de gêneros alimentícios, das famílias residentes. Estas dívidas conforme se avolumavam, eram trocadas pela posse das terras e até das benfeitorias, fazendo com que o comerciante se…
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